Quem é que nunca se esqueceu das chaves de casa ou do telemóvel ou outra coisa qualquer?
Eu já. E já foram alguma vezes. Incrível que com tanta massa cinzenta nos esquecemos de tanta coisa. O cérebro deveras é um dos órgãos mais complexos e desconhecidos. Mas ao mesmo tempo maravilhoso. A sua extrema capacidade de processar e armazenar dados. No fundo é um pc de última geração. Aliás, é o pc da última geração. Mas porque é que não o aproveitamos ao máximo? A verdade é que não temos controlo sobre ele.
Pior ainda é recordar o passado. No meu caso acho que tenho poucas recordações. Boas, ou talvez não:) Por exemplo, dificilmente me lembro dos meus professores da escola, ou mesmo os da universidade que até nem foi assim à tanto tempo. A verdade é que não temos controlo da nossa memória. O espaço é grande, mas mesmo assim o tipo é esquisito. Demasiado selectivo. Mas uma coisa vos digo, é nas situações que mais nos marcam no dia a dia que ficam na memória. São as coisas que nos interessam que fica. Ou ver o rtp memória também ajuda:)
Um dos males para a nossa memória é a rotina diária. Passamos a fazer as coisas inconscientemente. Não damos valor às nossas acções. Caimos neste esquecimento, mas porque deixamos. Comodismo? Preguiça? Inactividade? Seja o que for, nós deixamos. Por exemplo: por força das circunstancias somos obrigados a trabalhar todos os dias, mas são nas pequenas coisas que podem dar outro significado ao dia. Fazer um novo trajecto para o emprego, ou trabalhar de verdade em vez de fingir que se trabalha:) E mesmo em casa: trocar as tarefas diárias ou ler um livro em vez de ver televisão (quem diz livro, diz blog lol).
Ser campeão uma vez, do quer que seja, fica-nos marcado na memória para sempre. Vamos sempre conseguir lembrar do momento crucial. Aquele salto, o último pingo para a vitória. Mas sermos 8 vezes campeões já é bem diferente. Conseguimos mesmo lembrar de todas elas? Ou tornou-se rotina? É por isso que o Benfica nos últimos anos tem jejuado mais, já foi tantas vezes campeão:)
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Memoria
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Daniel aka DnlCY
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
O antes e o depois
Estamos no final do ano e muitos são aqueles que fazem projectos para o futuro. Definem metas para este novo ano. O que eu vou fazer e não fazer com o tempo que tenho e não tenho.
Também nesta altura se revêm nos media os acontecimentos que passaram este ano. Os melhores e os piores momentos. E nós? reflectimos sobre o que fizemos este ano? tivemos bem ou tivemos mal? Ou será que fizemos isso há uma semana atrás na expectativas das prendas do Pai Natal? fomos bons meninos?:)
Mas para planear o nosso futuro, há que pensar no passado, saber aprender com o que fizemos bem e corrigir o que esteve mal. Saber tirar e estudar bem a lição. Uma reflexão sobre o nosso tempo. Não podemos corrigir o passado mas podemos rescrever o futuro.
Não devemos ficar colados com o passado. E se em vez aquilo fosse o outro agora seria assim? E se não fosse como foi então...? E se...? E se...? E se... A verdade é que o passado não vai mesmo mudar por mais que possamos desejar. Há que olhar em frente e dizer: Isto foi assim, agora terá que ser assado. As situações não se repetem, por isso aprender com o passado não é gravar e rescrever a situação para que no futuro possa ser diferente. Mas deviamos estudar a situação e tirar conclusões. Exactamente o que mesmo que devia acontecer na escola ou universidade. Ao contrário de decorar os passos da solução (mecanizar), temos que entender o problema e entender a solução (estudar). Se o problema varia de A para B os passos são outros, a solução é a mesma. E se o estudo fizer mesmo lógica, mais facilmente nos recordamos dessa lógica do que a memória gravada. Tal como um computador, suponho que o nosso cérebro, se comportará como uma memória Ram, que quanto mais informação conter, mais lento funcionará. E não será difícil entender que uma recordação ocupa mais do que a própria lógica.
Então há que estudar o passado para traçar o futuro. Não faz sentido dizermos que estamos presos ao presente, pois o tempo avança, quer a gente queira ou não. Temos é que decidir o que fazer com ele.
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Daniel aka DnlCY
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sábado, 22 de dezembro de 2007
Não existe sem partilha
Este post é dedicado a um grande amigo meu e provavelmente o meu único leitor, há que estimá-los:) Ele andou a queixar-se que eu já não escrevia nada há algum tempo. Por isso aqui tens:)
Na realidade não pretendo fazer disto um blog que escrevo diariamente ou com regularidade fixa. Muito dependerá da minha disponibilidade e disposição.
Mas como é de leitores que sobrevive um blog, vou tentar escrever sempre que puder. Se ninguém ler o que escrevo, basicamente é como que não existissem estas palavras. Morreriam comigo. Deixo a minha opinião e as minhas experiências, e se ninguém as ler, este blog não será mais do que um repositório pessoal da minha memória. Ela que viva para sempre:D
Tal como tudo na vida, se algo não for partilhado por outras pessoas é como que não existisse. As experiências que temos diariamente, muitas delas sozinhas, se não forem contadas ou partilhadas, elas só viverão na nossa memória e connosco desapareceram. Não estou a dizer que não devem existir pois poderão enriquecer-nos pessoalmente. Mas para o mundo e para a historia não existiu.
Há uns tempos a actriz Margarida Vila-Nova fez uma viagem à Austrália e escreveu um livro sobre a sua experiência. Claro que dele veio benefício financeiro, mas mais do que isso a sua vida e memória é partilhada, e enquanto sobre ela se falar numa conversa de café, ela sempre existirá para o mundo.
De um ponto de vista oposto, podemos imaginar que o primeiro homem a pisar a Lua não foi o Luis Amstrong, mas sim o meu vizinho do terceiro direito. Ele é que decidiu nunca contar a ninguém:) . E como tal, para o mundo conhecido e pelo que foi partilhado é assumido que o primeiro homem a tocar na face da Lua foi mesmo o americano e não o tuga do meu vizinho.
Claro que talvez esteja a exagerar um pouco no último exemplo, mas outros exemplos mais simples e mais prováveis se poderia enumerar. Principalmente se não negarmos a existência natural de sociedades secretas por esse mundo fora.
Mas como é de factos que alimenta a historia, é assim que ela existe. Pelo menos até prova contrário.
E assim se faz a história de hoje.
Autor
Daniel aka DnlCY
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