Achei muito instrutivo e esclarecedor este bocado de texto, que me foi transmitido, sobre o pecado. Passamos por tempos difíceis e somos mais facilmente tentados.
Por isso não posso deixar de partilhar, pois conhecimento nunca é de mais:
"88. O que é o vício?
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Pecado
Autor
Daniel aka DnlCY
à(s)
18:11:00
0
pensamentos extra
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Prazer ou Felicidade?
Diria que ambos os casos são capazes de nos provocar um sorriso na boca. Diz-se que sorrir faz bem à saúde.
Mas haverá um melhor que o outro? Do tipo: o leite de soja é melhor que o leite de vaca? Um tem o cálcio que o outro não tem, mas há quem diga que é indigesto ao corpo humano.
Na minha modéstia opinião, claramente existe um melhor que o outro. E já não estou a falar do leite, pois esse para mim é de soja. Prazer ou Felicidade. Naturalmente são conceitos diferentes. E pelo seu efeito positivo toda a gente os procura, mesmo em tempo de crise.
Mas diria que o prazer é uma reacção física do nosso corpo a uma sensação de bem-estar. Num mundo material que vivemos, muitos são os estímulos que nos provocam prazer. Por exemplo, comer doces ou um prato bem confeccionado. Um simples beijo. Jogar à bola ou ouvir música.
Ou seja, o prazer é algo material, volátil. Temos prazer em comer uma barra de chocolate, mas quando terminar, o prazer também termina. E por vezes o desejo por mais prazer acaba na gula por comer demais ou na ganância por ter demais. Ou por não ter pode levar-nos à inveja por quem tem. Mas por simplesmente ter, poderá ser luxúria. Facilmente enumeramos quatro dos sete pecados mortais. Aos quais podemos ainda juntar a raiva/ira por não conseguir ter ou a vaidade por conseguir ter. E facilmente associamos a preguiça ao prazer dos lençóis.
Contudo prazer não deve ser visto com um pecado. Como tudo na vida, o nosso destino é feito de escolhas. E o prazer só se torna pecado se o escolhermos para tal. Pois se não houvesse prazer no sexo o homem não se reproduzia. Ou o prazer a comer, o instinto humano não saberia que seria necessário alimentar o corpo.
Por isso, o prazer tem uma função importante na vida e sobrevivência da espécie humana, mas estando associado a algo material facilmente cai em pecado.
Por outro lado, a felicidade não é uma reacção física, mas espiritual. É um estado de espírito que não se delimita na matéria e vai muito mais além. Eu sou feliz por ser solidário para com os outros. Eu sou feliz por os meus pares se darem bem. Eu sou feliz por cumprir objectivos e ser recompensado. Eu sou feliz por ter família e por ter amigos. Eu sou feliz por participar e interagir na vida de quem mais amo, esteja onde quer que seja.
É um conceito que por não ser material nem físico também não é quantificável. Ao contrário do chocolate que ao acabar também acaba o prazer. A felicidade não termina. Poderíamos dizer que enquanto nos lembrarmos desses momentos felizes, somos felizes. E acreditando na vida eterna depois da morte, havemos de continuar felizes para sempre.
Ou não. O oposto de felicidade é a tristeza, que do mesmo modo também é um sentimento espiritual. E nós não somos felizes porque simplesmente queremos, somos porque o sentimos ou não. É por isso que é mais fácil ter prazer do que ser feliz. Pois o prazer é uma reacção das nossas acções. Mas apesar da felicidade não estar sobre o nosso domínio, pelo menos podemos escolher o destino que nos leva ao sentimento de felicidade.
Por isso, eu não procuro prazer na vida. Mas sim, ser feliz da vida.
Autor
Daniel aka DnlCY
à(s)
06:00:00
0
pensamentos extra
quarta-feira, 19 de março de 2008
Mais pecadores
Na semana passada o Papa Bento XVI anunciou mais seis novos pecados mortais, a juntar aos sete definidos pelo Papa Gregório I no século VI.
Então a juntar à gula, ira, preguiça, luxuria, vaidade, inveja e avareza, agora temos mais: pedofilia, poluição do meio ambiente, aborto, tráfico de droga, riqueza desmesurada e manipulação genética.
Acho que são pontos que claramente devemos evitar. Mas devo dizer, mesmo sendo católico praticante, que não faz sentido um destaque ao mesmo nível que os originais. É verdade que a declaração vem acompanhada com um discurso de actualização aos novos tempos e de uma maior responsabilidade social.
Eu via nos pecados mortais originais uma conotação exacta e intemporal, que nos toca a todos sem excepção. São acções e vontades que nos devemos abster no dia a dia. Constantemente somos tentados a entrar em pecado, mas temos que ser mais fortes e lutar contra eles, pois inconscientemente só melhora a nossa vida. E por contágio a quem nos rodeia.
Mas com este novos, alguns deles não se aplicam a certos indivíduos. A mim, na maioria dos pecados nem me passa pela cabeça praticá-los, nem sequer tenho condições para o fazer. A única hipótese de intervenção é lutar socialmente contra quem pratica tal acto. Mas assim o pecado não são os anunciados, mas seria algo do género: irresponsabilidade. Temos que ser responsáveis pelos nossos actos e responsáveis por persuadir o próximo a não pecar. Seja os sete originais ou os novos seis, ou mesmo qualquer outro pecado.
Além disso estes novos valores são "neo-temporais", há mil anos atrás nem se sabia o que era genética. Daqui a mil, ou é erradicado ou tão controlado que eventualmente já não faz sentido falar em droga como um mal.
Enfim, acho que este são claramente pecados que devemos combater, individualmente como socialmente, mas acho exagerado o destaque. Na minha opinião pessoal, dá-me a sensação que a Igreja com estes novos pecados mortais nos quer obrigar a ter um certo comportamento que pela palavra e pela comunicação não está a conseguir.
E o que eu respondo a isso é que quando se obriga alguém a algo, o resultado costuma ser o oposto.
Autor
Daniel aka DnlCY
à(s)
23:13:00
0
pensamentos extra
