Bem, há já algum tempo que não escrevo nada. Por isso hoje vamos falar exactamente sobre...o tempo:)
O tempo tem muito que se lhe diga. Podemos falar sobre o tempo físico ou o tempo temporal. Exemplificando por outras palavras, podemos estar a falar se faz sol ou faz frio. Se faz chuva ou faz vento. E claro está, quando chegamos ao vento, lá tenho eu que falar sobre windsurf:D Curiosamente até teve muitas boas condições para a prática este fim de semana.
Isto foi o Guincho este sábado:)
Mas também podemos falar do tempo que temos disponível para fazer as nossas coisas. O tempo que temos para viver ou morrer. Ou no intermédio, simplesmente vegetar:) E para isso muito me prejudica ter uma televisão no quarto. Impossível deixar de olhar. É um facto de que gosto de ter a televisão ligada. De certa forma é uma companhia, mas distrai-me demasiado. É por isso que ainda não terminei de preparar as minhas três mil e tal fotografias da minha viagem ao outro lado do mundo. Mas penso que já vou a 2/3 de chegar ao fim:D
Mas parece que não tenho tempo para nada, tanta coisa por fazer, e que simplesmente não é feito. Porque quando dou por mim, já são mais do que horas de dormir. Eu tento pensar que o problema não é porque ainda não aplico bem a Teoria da Relatividade de Einstein, mas é porque realmente não estou a organizar bem o meu tempo. Sempre me ensinaram que o problema não é falta de tempo, mas sim falta de organização:)
Também é um facto que coisas novas vão aparecendo pelo caminho que nos consomem tempo. É o risco a ser consumido. Mas também é sinónimo que a vida está a andar. Que não estamos parados, e novos desafios nos aparecem à frente:)
E por falar em tempo. Já viram o meu novo relógio? hehehe. Pois é, depois de ter perdido o meu querido relógio da Seiko na Austrália, e ter comprado um "temporário" durante a viagem de regresso, finalmente tenho um Swatch novo:D Bem, lá começaram os saldos e lá fui eu às compras. Curiosamente o relógio não estava em saldos. LOL. Mas foi uma boa desculpa, hehehe. Enfim, foram mais uns...não sei...nem quero fazer contas do que gastei. Estava mesmo a precisar de tudo o que comprei...acho eu...lol. Tirem-me o dinheiro, o cartão de crédito, o livre de cheques. Sim, como qualquer bom adulto, finalmente tenho um livro de cheques:D Tirem-me tudo. Como bom cristão, que deveria ser, eu devia viver no limiar da pobreza e ajudar o próximo. Mas não consigo:S Aliás, a sociedade de hoje, não compreende tal acto de altruísmo. Uma sociedade capitalista em que o lema é: Tempo é dinheiro.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Tempo
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Daniel aka DnlCY
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03:25:00
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terça-feira, 23 de março de 2010
Psicanálise de um tester.
Ontem ainda pensei em falar do Benfica...mas se calhar com tanta vitória e tanta conquista vocês querem ler sobre outras coisas menos importantes:D Por isso é escusado dizer "Parabéns Benfica!" por mais uma grande vitória.
Em vez disso, ontem em conversa com uma colega sobre o projecto, um conceito veio à mente: psicanálise dos testes. Sobre a ideia base do: por que é que as pessoas têm tendência a não gostar de fazer testes? Na minha óptica a sociedade de hoje em dia devia gostar de fazer testes.
Porquê?
Bem, uma coisa que tenho afirmado é que as pessoas gostam de falar mal do próximo, ou criticar os outros, de modo a superiorizarem-se num subconsciente. Ou seja, se inferiorizarmos quem estiver em redor, acabamos por automaticamente ficar num patamar mais elevado. O que está totalmente errado, pois estamos a nivelar a sociedade e os nossos objectivos por baixo.
A ideia devia ser exactamente o oposto. Só crescemos verdadeiramente se pensarmos em grande. Se tentarmos chegar ao mesmo patamar que os melhores. Seguir os exemplos de excelência. Aprender com o sucesso. Atingir a perfeição. Lá estou eu a falar do Benfica:)
Mas infelizmente a sociedade é um ser de vícios e hábitos. E neste momento o conceito de "gozão" predomina. Por isso devia ser expectável que gostássemos de fazer testes.
Mas porquê?
Bem, o que fazemos num teste? Basicamente pegamos numa ideia, num conceito, numa implementação, numa realização, e validamos que o comportamento esperado se concretize. O teste básico será o teste positivo, ou seja, execução do caso em que as coisas sigam o seu fluxo normal. Por exemplo, testamos um carro. Um teste positivo seria ligar a ignição e avançar cem metros com ele. Perfeito, o carro anda. Cumpre o princípio básico: mover-se. Mas isto é garantia que o carro funciona a 100%? no way.
Um teste completo deve incluir todas as possibilidades de combinação que se pode fazer. Se o carro vai para a esquerda ou para a direita. Se trava ou acelera. Se é rápido ou é lento. Se aguenta chuva e frio, ou sol e calor. Se abre porta, fecha porta. Se abre vidro, fecha vidro. Se tem luzes. Se tem pisca. Se...etc,etc,etc.
Mas também não devemos esquecer que para além de casos positivos, existem a possibilidade de casos negativos. Se virarmos o carro à direita, validamos que o carro não vira à esquerda. Se aceleramos, o carro não deve abrandar. Se travamos, não deve acelerar. Se ligamos o limpa-vidros, o pisca não deve ligar. Nem como o radio, as luzes, os vidros eléctricos...etc,etc,etc.
Portanto, como as possibilidades podem ser infinitas, poderá ser expectável que o tempo despendido nos testes possa ser superior ao tempo de implementação do próprio objecto em testes. Ao criar uma curva à direita, vamos ter que testar que a curva vira realmente à direita, que não vira à esquerda, que não vai em frente, e por ai adiante.
Como atingir o infinito pode ser um "pain-in-the-ass", o fim depende da confiança na implementação, do conhecimento e da compreensão do produto, do nível de satisfação, que se foca essencialmente no factor custo-benefício. O custo de fazer mais testes, o benefício que retiramos deles.
Mas então porquê gostar de fazer testes?
O meu "ass" está bem assim, muito obrigado. Porque é que havemos de gostar de testar as nossas criações? Já não nos bastou fazer a própria implementação? E o trabalho dos outros? De validar algo que não nos interessa, de validar a chatice dos outros.
Pois bem, o segredo devia residir exactamente ai. O coco dos outros. Se a sociedade de hoje gosta tanto de apontar o dedo, de dizer mal, de criticar os outros, ofuscando os seus próprios defeitos. Então também deveríamos gostar de testar. Para assim encontrar as falhas, os erros, os cocos do próximo. Levantar a bandeira vermelha e indicar que algo está mal e que não é nossa culpa. Alguém errou e não fomos nós. Depois testar o que é nosso só diminui a possibilidade de alguém nos apontar o dedo. O que acaba, de certa forma, por ir contra o provérbio: Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.
Lá está porque é que eu sou um ser único. Ao contrário do normal da sociedade eu gosto de testar. Contudo não é pelas razões que acabo de expor, pois quem me conhece sabe que raras são as vezes que falo mal de quem quer que seja. Antes pelo contrário. Então o que me leva a testar? Bem, um bom tester tem que saber o que está a testar, melhor ainda se entender a implementação. Compreender o que está por de trás da cortina e consciencializar-se das implicações. Ou seja, ter o conhecimento. Melhor ainda, é a possibilidade de sermos criativos. Baseando na ideia do infinito, em que as mil e uma possibilidades têm que ser testadas e validadas. A imaginação pode ter uma palavra a dizer. Além disso, se testamos implementação de terceiros, o mais provável é que não vamos ter que nos preocupar em resolver todos os problemas encontrados por mais bicudos que possam ser:D
Mas no final de tudo isto, não deixamos de pertencer a uma equipa. E os testes zelam pela qualidade do trabalho desenvolvido. E quanto mais perfeitos formos, melhor para todos.
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Daniel aka DnlCY
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Enfim...é a vida que levamos.
Desta vez nem o proxy da APS me cala. Aparentemente todo o que é google anda a ser bloqueado, inclusive o blogger.com. Mas se juntamos um português que é informático de origem oriental...nada é impossível:)
Enfim, quando uns descansam e outros jogam poker ao sabor do álcool. Outros seguram o estaminé e inclusive atendem telefonemas do CDN. O trabalho está duro, projecto difícil. Mas é melhor ter um trabalho duro do que uma vida dura. O desemprego é cada vez maior. A crise mundial é grande. Os economistas, que pouco fazem de produtivo, não souberam prever o futuro negro da nossa sociedade.
Durante anos pareceu que toda gente ficou mais rica, mas multiplicação dos pães só há um, a multiplicação do dinheiro haveria de acabar e desmoronar toda uma estrutura capitalista.
Enfim2, é o que temos da nossa sociedade de hoje em dia. Não podemos voltar a trás, só temos que olhar para o presente e planear o futuro. Um futuro melhor sonhamos nós todos os dias. A vida é feita de sonhos, mas espero que não sejamos comodista e que nos contentemos pela ronha na cama. Minutos são minutos, horas são horas, o tempo não para e não volta para trás. E mais do que isso, os sonhos não andam se nós não andarmos. Há que fazer, há que lutar, há que exercitar. Acredito que somos recompensados pelo trabalho que fazemos, seja aqui na terra como no céu. Mas lembrem-se que não há almoços grátis.
Enfim3, mais um deploy feito e o turno da noite está pronta para ocupar o seu lugar na Albergaria D.Nuno em Santiago do Cacém. Mas sem antes cair mais uma chamada do CDN. Fazemos por nós, fazemos pelos outros, fazemos por todos. É bom que a recompensa seja eterna, pois o trabalho assim o parece.
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Daniel aka DnlCY
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quinta-feira, 27 de março de 2008
Silêncio
Um dos órgãos mais sensíveis do corpo humano: Ouvido. Constituido por minúsculos ossos sensíveis a qualquer vibração.
O melhor som que eles poderão captar será a ausência de som, o silêncio. Ou quanto muito o som das ondas a bater na praia ou os pássaros a cantar no meio de arvoredo, a suavidade da própria natureza que de perfeito tem tudo.
Mas numa sociedade cada vez mais concentrada nas grandes cidades. Cada recanto que não esteja colado a uma via de grande movimento é ouro. A circulação rodoviária/ferroviária é um dos grandes gerados de ruído, e numa cidade como Lisboa, é difícil encontrar uma casa que seja silenciosa. Eu que o diga das muitas casas que tenho visto para comprar. Na maioria ouve-se carros a circularem. Se não é carro é comboio, se não é comboio é avião, há sempre qualquer coisa. Também há que dizer que não procuro em qualquer zona de Lisboa. Claro que comprar casa numa zona com bons acessos é uma mais valia, nós passamos a vida em movimento.
Mas também não é só do exterior que vem a quebra do silêncio. Dentro de portas o ruído poderá por exemplo ser uma máquina, como um computador do século passado que tem uma ventoinha que mais parece um aspirador. Ou mesmo a própria voz humana que nos desvia a atenção.
Talvez por isso, eu tenho tendência a reservar o meu tempo de estudo para horas mais tardias. Quando toda a gente dorme e o silêncio predomina, lá estou eu a estudar. Também ajuda à concentração ser o período do dia onde somos sujeitos a menos interrupções, onde há menos coisas para fazer que não seja concentrar. Quem diz estudo, também diz escrever um blog. Grande parte dos meus textos foram escritos às tantas da manhã. Provavelmente não é a altura do dia que mais ideias tenho, mas realmente é a altura onde melhor me abstraio de tudo o que me rodeia e melhor me concentro. Existe um silêncio e uma paz eterna.
É isso que o silêncio transmite. Ausência de ruido, de problemas, de interferências. Transmite sossego e calma às atribuladas vidas que levamos. Ficamos só com o que realmente interessa.
Autor
Daniel aka DnlCY
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Lei do Tabaco
Estão neste momento a discutir a nova lei do Tabaco que entrou em vigor no inicio deste ano. Cada um dos lados com os seus argumentos, mais ou menos validos. Mas o que me vem à cabeça é: "Porque é que estão a discutir a lei agora?"
Isto é um dos problemas da nossa sociedade, porque é que o governo aprova e coloca em vigor uma lei, e só depois é que a sociedade fala e discute sobre ela, para a seguir sugerir alterações à mesma? porque é que esta discussão não é feita antes de a lei entrar em vigor?
Um bom exemplo foi a lei do aborto, que se discutiu antes da dela entrar em vigor. Claro que nestes dois exemplos, os agentes que têm a última palavra são de âmbito diferente. Mas mesmo que a lei do tabaco e outros, sejam só aprovados pelo parlamento a sociedade pode fazer a mesma "pressão" que quer fazer agora.
Outra coisa que não compreendo, porque é que os casinos hão de ter um âmbito diferente de outros estabelecimentos? Na verdade até posso compreender, mas é o país que temos.
Em relação à lei do tabaco em si, como não fumador claro que acho bem, mas considero que é demasiado restritivo a quem quer fumar. Acho que os estabelecimentos deviam poder escolher livremente se são zona de fumadores ou não.
Autor
Daniel aka DnlCY
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