Mostrar mensagens com a etiqueta comunicar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta comunicar. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Sheng Dan Kuai Le, 2011 Xin Nian Hao!


Desejo-vos as melhores felicidades nesta jornada festiva entre almoços e jantares de reencontro e união entre amigos e familiares.
E que o futuro que nos espera seja repleta de coisas boas. Seja um ano cheio de solidariedade e comunicação
Tempos difíceis aproximam-se, e ser solidário é a melhor forma de ajudar o próximo e a nós mesmos. Não custa nada ajudar. Este ano tenho colaborado com a CASA, e nota-se que há uma maior vontade de ajudar por parte daqueles que menos têm. Talvez porque sabem o quanto difícil tem sido os nossos tempos. Mas independentemente disso, no fundo, se todos ajudarem uns aos outros, significa que alguém acaba por nos ajudar também. Win-win situation:)
E comuniquem por favor. Eu sou da opinião de que uma das razões de tantos conflitos a nível mundial como a nível particular é porque as pessoas não comunicam. Não expressam a verdade, e tentam encobrir a realidade. Seja por vergonha das nossas falhas, seja por interesse pessoal, seja por que razão seja. Como é possível tomarmos as melhores opções e darmos a melhor opinião e julgamento se não temos posse de todos os factos? Se vivemos numa realidade falsa ou incompleta. A troca de informação tem muito valor. E mais do que saber falar e passar informação é saber escutar. Galinhas há muitos. Mas a comunicação é sempre feita de uma ligação entre dois pontos.
Tal como em todas as relações há sempre dois pontos. Entre família, entre amigos, até entre desconhecidos. Vivemos todos no mesmo espaço. Convivemos e habitamos as mesmas vidas. Felicidades para todos nós!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Via de dois sentidos

Formiga, concordo plenamente com o teu comentário do meu último post. Eu também estou comigo próprio LOL:)
Mas realmente uma comunicação faz-se entre uma pessoa que fala e uma pessoa que ouve. Numa conversa, uma pessoa fala, a outra escuta e responde. Seria um dar e receber de palavras:)
Há sempre um emissor e um receptor. Um ponto de partida e um ponto de chegada.
Do lado do receptor há que saber ouvir. Melhor, saber escutar. Ouvir pode entrar de um lado e sair pelo outro. Escutar é ouvir e interiorizar o que se ouve. Já o disse que acho uma falta de respeito uma pessoa não responder a uma pergunta. É ignorar ou desprezar. Então eu que detesto ter que fazer a mesma pergunta duas vezes. Mas simplesmente ouvir é de uma certa forma estarmos a ignorar ou a desprezar. Um falta de consideração pelo próximo.
Já do lado do emissor é importante saber o que emitir. Pouco interessa falar por falar. Saber transmitir o que o emissor gostaria de escutar. Por que se não, o próprio silêncio pode ser apreciado. Não vamos encher de chouriços, não vamos triturar ou amassar ouvidos. Claro que não é coisa fácil. Os gostos e os interesses variam muito de humano para humano. As mulheres falam de pedicure, os homens de futebol. Há que ter alguma noção se as nossas mensagens estão a ser bem recebidas.
Muitas vezes encontramos pessoas que falam e falam e falam. Falam pelos cotovelos. As vezes até chega a cansar de tanto os ouvir. São óptimas para quebrar o gelo. São óptimas em momentos de silêncio. Mas tipicamente têm um defeito. Não sabem ouvir os outros. Não deixam que outras pessoas possam falar. Parece que a ânsia de falar é tal que se focam de tal maneira que ficam abstraídos do mundo que os rodeia. Ou o que tem que ser dito tem que se dizer e vai ser dito custe o que custar. A ditadura sempre foi um estado de governação que nunca concordei:)
Depois há que saber como comunicar. O "saber escolher as melhores palavras para expressar o que nos vai na alma":) Nós somos seres humanos em que fazemos interpretações diferentes sobre a mesma coisa. Por isso a comunicação devia ser clara e precisa. Não deixar margem para erro. Pois são esses erros que levam a guerras, conflitos, desentendimentos, confusões. Muitas vezes usamos metáforas para embelezar o texto. O que dá um outro encanto à comunicação, mas que nem sempre é um encanto positivo.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Buraco negro.

Não há pior sensação que não saber. Ficar na ignorância. Olhar para o desconhecido. O incógnito.
Diz-se no meio de ironia e gozo que ignorância é uma bênção. É verdade que se não soubermos que foi por um triz que fugimos de uma morte certa, não nos vamos preocupar com isso.
Mas saber que existe, mas não saber o que é, o que há ou o que foi.
Procurar solução de um problema seja no trabalho, nos estudos ou em casa. Não saber onde deixei as chaves de casa ou da cabeça. Percorrer um destino incerto sem fim à vista. Ver o penúltimo episódio de uma série e ter que ficar à espera que saia o final.
Coisas que nos dão em doidos.
Naturalmente há coisas que chateiam mais a uns do que a outros. Depende de gostos e feitios. Por exemplo passa-me completamente ao lado o facto de não saber qual o nome do perfume x ou rimel y. Mas talvez para uma mulher já faz diferença.
A mim uma das coisas que mais me chateia é não ter resposta. E eu nem sou uma pessoa de muita conversa e por isso não dou azo a muitas.
Mas detesto quando estou a falar com alguém na net e de repente deixo de ter qualquer resposta do outro lado da linha. Um buraco de silêncio. Naturalmente que há imprevisto, razões e justificações que não temos controlo. A ligação caiu, não reparamos que veio uma última palavra, estamos ocupados com algo urgente ou prioritário, fomos chamados ou desviados da nossa atenção. Acontecer um ou duas vezes ainda se aceita, e se possa entender com justificação. Alias justificação acaba por ser de uma certa forma uma resposta mesmo que tardia. Mas três, quatro, cinco, ou mais sem qualquer resposta ai não são imprevistos. Ai é mesmo ignorar, desprezar.
A outro nível é não responderem a sms ou emails. Dar resposta a conversas ou feedback. Ou a convites para qualquer coisa ou pedidos de informação. Uma pessoa esquece-se de responder, tudo bem. É um ou dois. Mais é desprezo. Até digo mais, acho mesmo que é falta de respeito.
É que deixa-nos numa situação incomoda. Não sabemos se a mensagem foi recebida. Não sabemos se foi lida. Se vai haver resposta. Não sabemos se estamos a ser ignorados ou desprezados. Não sabemos nada. Somos burros a falar para um palácio.
Claro que depois uma pessoa aprende e da próxima já não envia nada. E ai se dá o grande problema da sociedade. A falta de comunicação. As pessoas não falam, não comunicam, não se entendem. Não há transferência de informação, de ideias ou de valores. Não há partilha.
Pior ainda é quando há comunicação, mas distorcida, enganosa. De males sofre o mundo e a mentira é outro deles. Tentamos ocultar os ovos podres. Tentamos deixar na ignorância o próximo. E distorcemos a realidade. Mas a verdade há de vir ao de cima e as consequências são bem piores.
Num patamar mais baixo, o próprio feedback a este mesmo blog. Já o disse noutras ocasiões, não é para ter reacções positivas ou negativas que escrevo aqui. É mesmo para mim próprio. Mas um comentário bom ou mau é sempre bem vindo:)
É como o buraco negro, sabemos que existe, e talvez possamos entender o que está a fazer, mas não sabemos como, porquê e para onde vai o raio da matéria.
Num patamar bem superior, é não saber o que as outras pessoas pensam. O busílis. No que eu penso bem podem ler aqui;)
Ignorância não é uma bênção. Por exemplo uma criança ignora que partir os brinquedos não está correcto, pelo contrário, até vai achar piada. Quem não o vai achar são os pais que não o vão querer deixar na ignorância.
Há que aprender e há que comunicar.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Blogs

Devido a motivos profissionais não tenho tido tempo para escrever neste meu cantinho. E não devo ter muito mais nestes próximos tempos. Mas hoje por particulares razões fui quase que literalmente proibido de trabalhar até mais tarde:)
Entonces, aqui estou eu de volta à escrita literária em vez de código java:D
Já agora, para escrever o quê? Para que serve um blog? Que utilidade tem um blog?
As minhas razões são descritas no meu primeiro post. E várias vezes já afirmei que não quero torna-lo num diário, sem utilidade nenhuma. A pior altura para escrever é quando somos forçado a tal de modo a ter algo de novo para se ler. Simplesmente o texto não sai com a fluidez desejada.
Mas numa perspectiva geral, o que leva a haver tantos blogs no mundo virtual e tanta gente a lê-los? De certeza que não é por estarem a ler o meu:)
Basicamente um blog serve para uma pessoa escrever o que bem entender. Realmente um cantinho de cada uma exposto numa vitrina de leds e transístores. E tal como tudo na vida, gostos não se discutem e há blogs para todo o tipo de gostos.
Há os blogs técnicos, onde um suposto expert expõe as suas ideias e opiniões sobre determinada tecnologia.
Há os autênticos diários da miúda que acordou às 10h da manha e comeu ao pequeno almoço leite com cereais. À tarde foi passear o cachorro e encontrou o miúdo da sua vida. E viveram felizes para sempre.
Ou então há os cómicos que tentam animar a vida ao pessoal.
Ou os críticos que só sabem é falar mal, sem o serem construtivos.
Todos eles têm uma característica comum. A necessidade de comunicar.
E a verdade é que o cansaço tem sido tanto que essa vontade não há.:)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Porquê os meus pensamentos?

Ora ai está uma bela pergunta: Porquê os meus pensamentos? porque é que eu hei de partilha-los com vocês? eles são meus.
Então porquê? porque sim. Porque é que a pergunta não será: E porque não partilha-los? :)

Já pensei se alguma vez alguém me haveria de dar dinheiro pelos meus pensamentos. Pagar-me pelo que penso na altura. E a resposta é que depende. Como tudo nesta vida, tudo depende do valor:) Mas acredito que haja quem, em alguma altura da sua vida, tenha pensado em pagar pelos meus pensamentos. Nem é difícil de imaginar. Basta olhar para um casal de namorados que quer agradar ao seu parceiro, que jeito dá nessas situações os poderes do Matt Parkman, interpretado por Greg Grunberg em Heroes. Enfim, enquanto não há poderes de heróis na loja dos trezentos, alguém interessado no que estou a pensar? :)

Na verdade, necessito de me exprimir.
Quem tem a felicidade de me conhecer pessoalmente sabe que eu sou pouco falador (mas não pouco comunicador - se nos lembrarmos que uma comunicação tem sempre duas faces - pois sou um bom oyente :D).
Então pretendo fazer deste blog, um local onde escrevo sobre a opinião que não dou no dia-a-dia. Falar sobre qualquer tema que me venha à cabeça. Mais intelectual ou menos intelectual. Mais texto ou menos texto. Mais erro ou menos erro (sim contem com isso:) ) Mas no fim o que interessa mesmo é escrever alguma coisa.

Há uns anos atrás num convívio entre amigos, do meio de um silencio a desfrutar da paisagem e de um belo sol, uma amiga pergunta-me se eu não quero um computador. Talvez um igual ao que eu tenho mesmo agora à minha frente. Para fazer exactamente o que estou a fazer agora...