Há algum tempo que não posto nada. E realmente não me tem ocorrido nada de especial para vos contar. Não quero falar de banalidades. Não quero tornar-me num diário da minha vida.
Quando parece que temos mais tempo livre, a verdade é que o tempo é o mesmo. 24 horas por dia. 7 dias por semana. 365 dias por ano. E acabamos por ocupa-los na mesma.
Quando os pensamentos são íntimos e privados. Não me parece prudente expressa-los publicamente.
Quando uma opinião parece descabido ou sem interesse. Não há vontade de os expressa-los.
Falta-me tempo de reflexão. Tempo de análise. Tempo de pensar.
Há uns dias comecei a ler o livro do Ricardo Araújo Pereira: "A chama imensa". Crónicas semanais sobre o mundo do futebol, ou seja, essencialmente Benfica. Sempre com um grande toque de humor e "imparcialidade". Digo-vos já: excelentes textos!
Mas é curioso ver todas as semanas a dinâmica e criatividade para pegar numa opinião sobre um assunto (e toda gente consegue ter mais ou menos uma opinião), e coloca-la numa visão humorística e fácil de ler.
Escrever não é difícil. Expressar algo de interesse é que não é fácil.
domingo, 6 de março de 2011
Pensamentos, por onde andas?
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Daniel aka DnlCY
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Dia Europeu...com carros...
Na semana passada teve lugar a Semana Europeia Sem Carros. Finalizado no dia 22, o Dia Europeu Sem Carros. E que por acaso dá que pensar.
Há uns anos ligava mais a estas iniciativas. Também é um facto que na universidade tens outra disponibilidade. Mas quando uma pessoa tem um carro...a comodidade e a liberdade é outra.
Mas nem tudo são rosas e um dos maiores desafios ao usarmos o carro é o transito e o estacionamento. Então numa cidade movimentada as dificuldades aumentam. E ai faz-nos pensar se a comodidade e a liberdade é assim tão real.
Sou o primeiro a dizer que se tivesse que trabalhar dentro de Lisboa, principalmente com acesso fácil ao metro, que os transportes públicos são o caminho. Aonde é que agora tenho que comprar o passe?
E na realidade até devo dizer que as últimas vezes que fui sair para o Bairro Alto, o bólide ficou parado em casa:)
Mas o mesmo não aconteceu este sábado. O dia madrugador começou logo cedo para irmos visitar as Galerias Romanas debaixo da Baixa Pombalina. Bem nice:). Plano inicial seria apanhar o metro até à Baixa. Mas assim que nos metemos dentro do carro para apanhar umas estações mais perto, quando demos por nós... já estávamos no Rossio. É um facto que as 8h da matina, não há transito. E que a viagem de carro ajudou-nos a chegar mais cedo à fila de espera. Mas por uma vida, por hábitos, por rotinas mais saudáveis e amigas do ambiente, será que valeu a pena?
Isto foi de manha, e à tarde? À tarde fui à inauguração da Exposição de Outono/Open Studio 2010 do Ar.Co em Almada. Mais uma vez ponderou-se ir de boleia e voltar de comboio. Mas no final acabamos por decidir ir no próprio carro e apanhar o habitual transito de ponte 25 de Abril. Contudo penso que ganhamos no espaço temporal, naturalmente o maior risco de usar o comboio.
Como por exemplo aconteceu quando este ano fui ao Avante ter com os "camaradas". Sabemos que o transito e o estacionamento não é fácil, então decidimos apanhar os transportes públicos até ao recinto. Comboio primeiro, autocarro segundo. Mas logo com o primeiro, perdemos a carruagem por uns minutos e lá que tivemos obrigatoriamente de esperar meia hora pelo próximo. Depois disso, tranquilidade até ao destino final. Mas neste caso o maior reverso da medalha foi o regresso. Os comboios terminam à uma da manha. Festas destas merece noite dentro. Então alternativas seria apanhar um táxi de regresso à Capital. E assim foi, o problema é que não é fácil apanhar um de uma dúzia de táxis autorizados a trabalhar na margem sul. Resultado: horas à espera de um.
Por isso, depois de ter deixado de andar de bicicleta, de não andar a correr, e de ir de carro para todo o lado...será que ando a cumprir com os meus ideais em troca do comodismo?
Enfim, como tudo na vida, eu acho que não há lugar para extremos. Em qualquer situação há pontos fortes e fracos. E são esses pontos que há que ponderar caso a caso. Porque se ar puro e saúde é qualidade de vida. Tempo e sanidade mental também o são.
Eu sinceramente gostava de poder depender menos do carro. Nem que seja pelos custos numa altura de crise. Mas naturalmente também pelo ambiente.
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Daniel aka DnlCY
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
Tempo
Bem, há já algum tempo que não escrevo nada. Por isso hoje vamos falar exactamente sobre...o tempo:)
O tempo tem muito que se lhe diga. Podemos falar sobre o tempo físico ou o tempo temporal. Exemplificando por outras palavras, podemos estar a falar se faz sol ou faz frio. Se faz chuva ou faz vento. E claro está, quando chegamos ao vento, lá tenho eu que falar sobre windsurf:D Curiosamente até teve muitas boas condições para a prática este fim de semana.
Isto foi o Guincho este sábado:)
Mas também podemos falar do tempo que temos disponível para fazer as nossas coisas. O tempo que temos para viver ou morrer. Ou no intermédio, simplesmente vegetar:) E para isso muito me prejudica ter uma televisão no quarto. Impossível deixar de olhar. É um facto de que gosto de ter a televisão ligada. De certa forma é uma companhia, mas distrai-me demasiado. É por isso que ainda não terminei de preparar as minhas três mil e tal fotografias da minha viagem ao outro lado do mundo. Mas penso que já vou a 2/3 de chegar ao fim:D
Mas parece que não tenho tempo para nada, tanta coisa por fazer, e que simplesmente não é feito. Porque quando dou por mim, já são mais do que horas de dormir. Eu tento pensar que o problema não é porque ainda não aplico bem a Teoria da Relatividade de Einstein, mas é porque realmente não estou a organizar bem o meu tempo. Sempre me ensinaram que o problema não é falta de tempo, mas sim falta de organização:)
Também é um facto que coisas novas vão aparecendo pelo caminho que nos consomem tempo. É o risco a ser consumido. Mas também é sinónimo que a vida está a andar. Que não estamos parados, e novos desafios nos aparecem à frente:)
E por falar em tempo. Já viram o meu novo relógio? hehehe. Pois é, depois de ter perdido o meu querido relógio da Seiko na Austrália, e ter comprado um "temporário" durante a viagem de regresso, finalmente tenho um Swatch novo:D Bem, lá começaram os saldos e lá fui eu às compras. Curiosamente o relógio não estava em saldos. LOL. Mas foi uma boa desculpa, hehehe. Enfim, foram mais uns...não sei...nem quero fazer contas do que gastei. Estava mesmo a precisar de tudo o que comprei...acho eu...lol. Tirem-me o dinheiro, o cartão de crédito, o livre de cheques. Sim, como qualquer bom adulto, finalmente tenho um livro de cheques:D Tirem-me tudo. Como bom cristão, que deveria ser, eu devia viver no limiar da pobreza e ajudar o próximo. Mas não consigo:S Aliás, a sociedade de hoje, não compreende tal acto de altruísmo. Uma sociedade capitalista em que o lema é: Tempo é dinheiro.
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Daniel aka DnlCY
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
No wind position.
Egipto, Dahab, Mostaba, Tree Bar – Terça-feira, 20 de Outubro de 2009
O tempo tem sido péssimo, o vento ainda não entrou e tem estado um pouco nublado. Pior só mesmo se estivesse em Lisboa onde tenho informações que por lá está a chover torrencialmente e a inundar muitas estradas alfacinhas:D
Se as coisas continuarem assim, a alternativa será mergulho ou visitar Jerusalém ou Petra na Jordania. A ver vamos.
O que se vê por estes lados é que ao contrário do que se viu no cruzeiro e no Cairo aqui vê-se muitos russos, e quase não se encontram por aqui espanhóis ou associados. Por um lado, a Rússia não fica longe, e por outro aqui não há pacotes turísticos com guias que falem espanhol, e todos sabemos que os espanhóis são péssimos em inglês.
Mas nestes pontos turísticos é de notar a interacção entre tantas nacionalidades, a interculturalidade. Sem conflitos nem problemas. A verdade é que estamos aqui todos para o mesmo. Ferias, diversão, animação, descontracção. Duvido que alguém tenha interesse em participar em guerras e mortes. Toda a gente quer paz e tranquilidade. Então se todos queremos o mesmo, porque não conseguimos comunicar para esse fim? Naturalmente que as pessoas tem interesse diferentes, naturalmente que esses interesses se podem colidir. Existem uma enorme economia e influência das empresas associadas ao fabrico que armamento militar e afins. Mas não seremos sensatos o suficiente para entender que uma nota de 100€ não pode pertencer a duas pessoas ao mesmo tempo? Então falar de dinheiro, para mim é gozo. Felizmente a vida permite-me abstrair de tal material. Entendo que exista quem tenha que contar trocos mensalmente. Mas o dinheiro é um cancro da sociedade. O humano tem tendência a querer sempre mais. Não fica satisfeito com o que tem e é por isso que a humanidade evoluiu para o que existe hoje. Mas ganância é pecado mortal. Não é que eu esteja satisfeito com o que tenho, antes pelo contrário. Mas não pretendo ser um multimilionário se não houver uma boa razão para o ser.
Sou capaz de gastar dinheiro como quem respira ar. Bastou rodar o volante do meu carro e entrar no Centro Comercial Colombo para sair de lá com um eeePc de baixo do braço:) Mas não gosto de esbanjar dinheiro. Por exemplo este eeePc tem sido bastante útil aqui no Egipto. E foi uma óptima compra. Para conforto sou capaz de gastar bem, e eu sou daqueles que me adapto bem às situações e pessoalmente dispenso grandes luxos. Já não sou bem assim quando é necessário oferecer hospitalidade a alguém. Ai não há limite orçamental. Fico totalmente satisfeito se conseguir fazer o próximo mais feliz. Não há melhor felicidade que essa. Não é que devemos fazer a papinha toda de alguém, pois talvez numa visão mais capitalista, acho que cada pessoa devia aprender a ser independente e ser autónomo. Ter o que merece e para o qual trabalhou. Mas a solidariedade é um acto de altruísmo que se deve valorizar.
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Daniel aka DnlCY
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
Vou dormir, tenho sono.
Falta de tempo é tramado. Porque é que o dia só tem 24h? não dá para nada. Não se dorme o suficiente, não se trabalha o suficiente, não se diverte o suficiente. Vivemos uma vida louca. Segundo prioridades, opções, oportunidades, segundo poderes superiores e inferiores.
Estou desde 3 de Julho em Sines. Para entrada em produção na APS. Com um simples intervalo que nem chegou a 24 horas.
Esta pequena cidade até tem o seu encanto.
Mas noites atrás de noites, dias atrás de dias. Trabalho e mais trabalho. É por isso que não tenho tido oportunidade de escrever tanto como queria.
Mas assim não rende.
A provar isso é a grande estupidez que acabei de fazer! Podia entrar aqui em detalhes do trabalho que estou a fazer, mas havia de estar a falar chinês:D o multilingue é tramado.
Mas voltando a questão de fundo, fazer uma noitada significa viver mais umas horas seja a trabalhar ou a curtir, mas viver mais umas horas acordado. O pior é que por vezes nos esquecemos que também se vive a dormir. O corpo humano trabalha que nem um maluco para nos recarregar a energia. Por alguma razão o humano foi criado de modo a necessitar de dormir. Mesmo na pré-historia o homem dorme. Deus tinha razão quando nos criou.
Seja em camas fofas, pequenas ou grandes, no sofá, no colchão ou até no chão. Qualquer local pode ser um potencial local de repouso.
É verdade que resolvemos problemas durante a noite. É verdade que conhecemos o amor das nossas vidas numa noite louca ao luar. Mas é totalmente verdade que é durante a noite que sonhamos e criamos esperanças de vidas melhores. Criamos ideias e libertamos a mente para voos mais altos. E melhor que tudo, é quando eu tenho os pensamentos mais produtivos;)
Uma última palavra antes do descanso do guerreiro. O que nos safa são as princesas que ao menos animam as hostes da APS e equilibram o típico desequilibro deste infeliz mundo informático:)
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Daniel aka DnlCY
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domingo, 17 de maio de 2009
De volta ao Técnico para estudar.
Coincidência ou não, mas foi necessário voltar a pisar os terrenos do Instituto Superior Técnico na Alameda para voltar estudar. Se bem que não foi inspiração para estudar que encontrei na alameda. Antes pelo contrário, mais um Super-Arraial do Técnico. Muita festa, bebidas, diversão e excessos. O que o pessoal quer é esquecer os estudos por uns dias. Deitar tudo cá para fora. A abstracção dos problemas reais. Há de haver vida para além do super-arraial, mas ontem a vida tem vida. Horas antes passavam naquela mesma calçada estudantes preocupados com trabalhos e exames. Horas depois passam naquela mesma calçada estudantes divertindo-se à grande.
Os anos passam e o ambiente é o mesmo. Numa escala mais reduzida devido à própria crise que nos toca a todos. Mas lá continuam as barraquinhas, o palco central, os wc's, muitos jovens e morcegos:) Toca a musica o pessoal desce, pára a musica o pessoal sobe. A primeira noite encontrou um David Fonseca em bom nível, não chegou para encher a casa como nos bons velhos tempos, mas mesmo assim foi bem melhor que a segunda noite. Noite essa que até teve brinde dos céus. A antecipar o encerramento das portas, a lavagem do chão veio mais cedo. Felizmente terminou antes da actuação dos Expensive Soul. Pois se sem chuva o publico já era pouco, então com chuva deveria ser um triste espectáculo.
Depois é interessante rever antigos transeuntes com quem cruzávamos os corredores da universidade. Ai parece que o tempo não anda, as pessoas continuam as mesmas. Facilmente reconhecidas como se ontem fosse a primeira vez.
Faz-nos relembrar os bons tempos de estudante. Poucos horários fixos, muito tempo livre:) Patrões de nós mesmo.
Mas tudo que tem inicio também tem um fim. E mais Super-Arraial agora só para o ano. Os estudos estão de volta. As preocupações também.
Eu preciso de estudar. Não é que vá fazer um segundo curso ou tirar mestrados ou pos-graduações ou algo do género. É só para uma simples certificação de java. Preciso de me tornar estudante por uns dias. Mas mesmo só a parte mais complicada de ser estudante: aquele que precisa de estudar e aprender qualquer coisa.
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Daniel aka DnlCY
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domingo, 22 de março de 2009
Mafia Chinesa
Não, não é desta que vou admitir que existe na realidade. Antes pelo contrário, ultimamente tenho jogado ao Mafia Wars on Facebook, onde tenho evoluído com a minha própria máfia:)
Para atrair mais gente, as redes sociais têm apostado nas associações com jogos virtuais. Já não são só um rede de contactos e partilha, mas sim um servidor de jogos.
O mercado dos jogos virtuais é enorme. Toda a gente já jogou algum tipo de jogo regularmente. E diariamente milhões de pessoas continuam a jogar, online e offline.
Mas depois de passarem horas a jogar e olharem para o tempo que passou, nunca tiveram a sensação do vazio no tempo? O que é que eu fiz durante este tempo todo de útil e produtivo?
Um jogo pode ser viciante. Absorve-nos totalmente e o tempo passa num ápice. Mas porquê?
O mundo virtual permite-nos escolher a personagem que vamos encarnar. Podemos ter uma segunda vida. Mas é o modo como evoluímos no jogo que nos torna únicos dentro desse mundo virtual. Não sendo necessariamente o modo de vida que levamos na vida real. Alias, muitas vezes é aquele 'eu' escondido e obscuro que se liberta num mundo irreal. Em que no mundo onde vivemos não se adequa, mas num ambiente controlado e omisso sobrevive gloriosamente. O pior é quando esse lado oculto é transportado do mundo virtual e se torna real. Originando, mediáticos massacres em escolas, ou eventualmente casos de esquizofrenia.
Contudo, os jogos também têm coisas positivas. Por um lado, distraem-nos e relaxa-nos, onde num mundo cada vez mais atribulado é necessário tirar algum tempo para nos abstrair e descansar dos problemas. Por outro lado podem ser didácticos. Os jogos puxam pela nossa imaginação, ajudam-nos a ser criativos. Os jogos de estratégia ajudam-nos a pensar e raciocinar. Temos jogos de destreza e aptidão mental. Até podem ser culturalmente interessantes, pois muitos dos jogos absorvem conceitos da Terra que diariamente habitamos. Exemplo ideal, a saga do Civilization. Onde para além da criação de uma civilização para o domínio mundial, existe uma evolução cultural e tecnológica com base na nossa humanidade. E inúmeras são as informações sobre os vários povos, monumentos, tecnologia, etc. Uma autêntica enciclopédia.
Mas como tudo na vida, jogar também deve ser feito com moderação. Tudo em excesso é mau. Mesmos jogos inofensivos ou mesmo educativos. Quando jogamos, estamos a viver outra vida. A nossa, real, fica em suspenso. Parado numa cadeira ou sofá. Onde tipicamente só se mexem os olhos e as mãos. Se bem que hoje em dia, e cada vez mais, o jogos, principalmente nas consolas, permitem uma interacção com o jogo mais evoluído. Um simples teclado ou um rato já não bastam. Agora há comandos xpto, óculos virtuais, pedais, guitarras ou mesmo baterias para bandas. A tecnologia é cada vez mais avançada, tornando o irreal cada vez mais real. Com um único objecto, de nos envolver cada vez mais no mundo virtual do qual não vamos querer sair.
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Daniel aka DnlCY
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domingo, 15 de março de 2009
O tempo custa a passar.
"Tempo é dinheiro" é o que se costuma dizer.
Mas não tem o mesmo valor para toda a gente, nem tem a mesma duração. Já Einstein com a sua Teoria da Relatividade mostrava que o tempo é relativo.
E a verdade é que para alguns o tempo custa a passar.
Hoje vi uma imagem que me deixou a pensar.
O tempo que a gente gasta, não por gosto, mas devido às circunstancias somos obrigados a passar. E que o retorno de longe é recompensado.
Para agravar, esta crise de ricos tem nos afectado a todos, e vem aguçar estas situações.
Contudo tenho sempre que agradecer a Deus pela vida que levo. Por pior que ela seja. Por pior que ela me pareça injusta. A verdade é que podia ser bem pior. Não é melhor porque não soube aproveitar da melhor maneira as oportunidades da vida.
Mas são as imagens de hoje que me fazem relembrar destas tristes situações de pobreza. Pobreza financeira. Pobreza de alegria. Pobreza de espírito. Pobreza de vida. E já nem me refiro a situações ainda piores, vividas em outros continentes, em condições desumanas. E que por vezes nos passam ao lado do pensamento, pois estão a quilómetros de distância. Mas hoje esteve a centímetros de distância. Uma imagem real, que quase que dava para tocar. Uma imagem simples, de uma cultura que se habitua a sofrer. Uma imagem quotidiana, que passa muitas vezes pelos nossos olhos, mas não lhe damos atenção. Uma imagem que lá está, e que infelizmente deverá continuar a estar por muito mais tempo.
A imagem de uma jovem sentada num banco do Centro Comercial Colombo, num belo domingo de sol. Rodeada de gente. Mas essa gente não lhe fala. O sol não lhe bate. E o banco encontra-se no meio de um dos corredores do centro comercial. Ao lado encontra-se uma bancada cheio de objectos inúteis, que nenhum transeunte se atreve a comprar. O olhos tristes da jovem focam o chão frio. Os pensamentos, de certo, longe do ambiente envolvente. As circunstâncias levam-na a sujeitar-se a um trabalho pouco remunerado, sem clientes, mas à vista de todos. Numa postura corcunda sobre a cadeira de madeira o tempo custa a passar.
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Daniel aka DnlCY
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Every man dies, not every man really lives.
O tempo não volta para trás e cada segundo que passa já foi.
Será que quando o dia acabar e olhar para o dia que passou, vou ficar satisfeito, realizado ou concretizado? Ou preciso de repensar e reorganizar o dia de amanhã?
Será que quero e posso fazer mais e melhor?
Prestes a celebrar mais um ano de vida. Estes são os pensamentos que passam.
Certamente que não sou perfeito e cometi erros e mais erros. A única coisa que posso desejar é que tenha aprendido com eles. O que foi, já foi. O que vem, há de vir.
Tal como a economia, uma vida tem altos e baixos. Bons momentos e mau momentos. Nem tudo está sobre o nosso controlo. Mas temos sempre uma palavra a dizer sobre o que a vida nos reserva. Tudo depende de como encaramos as situações. São oportunidades, e só nós sabemos se aproveitamos ou não. Se o futuro há de vir da direita ou da esquerda. Se as coisas acontecem agora, ou depois.
Mas se uma decisão é difícil de tomar, uma coisa eu tenho a certeza: não há momento perfeito para fazer as coisas. Quanto mais cedo melhor, pois coisas para fazer é o que não falta. Por isso não vale a pena parar no tempo, pois a verdade é que o tempo não pára.
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Daniel aka DnlCY
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
O outro lado de Jeri
O tempo não tem sido o mais desejado, por aqui em Jeri, pouco vento e muito nublado. Não se faz nada dentro de água:
E isso é mau? claro que é mau, é péssimo, é horrível. Mas é caso para deitar a toalha ao chão? Para desistir? Claro que não. Aproveitamos a oportunidade e fazemos-nos à estrada:
Aproveitamos para testemunhar o que Jeri tem de mais belo para dar: a sua beleza natural, nomeadamente as suas lagoas.
Lagoa do Paraíso:
Lagoa Azul:
Ainda existe muitas outras lagoas, como por exemplo a Lagoa de Tatajuba.
Ou então testemunhar as imensas dunas e praias. Uma beleza indescritível.
E pois claro, desfrutar a companhia de amigos e família num ambiente natural:
E assim se passa mais um belo dia de ferias.
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Daniel aka DnlCY
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domingo, 20 de julho de 2008
No Monte da Cegonha
Eu tento escrever com algum regularidade para dar sempre algo novo aos meus muitos, muitos fãs:D E com razão, esta semana queixaram-se que não andava a "pensar". Mas realmente o trabalho nestes últimos dias foram penosos. Eu que gosto de dormir as minhas 8 horas, por vezes nem conseguia estar tanto tempo em casa.
Mas não me vou queixar. Primeiro porque sei que há muita gente que pelos seus fazem mais e têm vidas mais complicadas. Por muito difícil possa ser a minha vida, eu sei que é muito melhor que a vida de muita gente. Não tenho reais razões para me queixar. Tenho é obrigação de não desperdiçar as oportunidades que tenho. E encontrar nestas dificuldades o incentivo positivo para tentar fazer melhor. Não me posso deixar ir a baixo por estas "pequenas" dificuldades. E arranjar a desculpa para esmorecer. Pelo contrário, é aqui que encontramos a força extra para fazer mais e melhor. Pois a recompensa é claramente enorme. A satisfação de dever cumprido é maior, quanto maiores forem as dificuldades.
Por isso, antes de me queixar, quero realçar a beleza que a vida nos dá e o que temos que aproveitar. Se as manhas e as noites estão a ser utilizadas para descansar. Gozo desta linda tarde de sol. Depois de uma manha de verão nublada e a assombrar este belo dia de domingo para escrever o que não consegui durante a semana.
Aproveito o excelente ambiente que se vive na quinta dos meus tios no alto Alentejo e escrevo o que me vai na alma. Inspirado pela bela natureza tranquila e esverdeada. Sempre na presença da minha numerosa família que agora rodeia a piscina na amena cavaqueira. E neste momento ladeado pelos cães que sem razão aparente começaram a ladrar em meu redor:D
Infelizmente o nosso dia a dia é longe deste sossego todo. Na sociedade que vivemos quase que somos obrigados a viver numa metrópole. É lá que se encontra o nosso pão do dia a dia. Mas também é lá que se encontra a poluição, o ruído, as multidões e confusões, o transito, o cinzento e o betão. Não é que seja tudo mau, mas claramente aqui está-se melhor:)
Nos últimos tempos tenho procurado casa para comprar. E tenho visto dentro da cidade. Óbvio que preferia comprar fora de Lisboa, eventualmente junto mar. Mas como faço grande parte da minha vida na cidade, isso obriga-me a pegar no automóvel e perder horas do meu precioso tempo. Todos se queixam da falta de tempo. Não temos mais que 24 horas diárias, temos é que saber como as aproveitamos. E prefiro viver na cidade e poder ir a pé para o emprego como faço actualmente. São 15/20 minutos que tenho aproveitado para fazer as minhas orações diárias. Não há minuto que se desperdiça;)
Por isso se não podemos fugir à vida citadina, há que valorizar estes momentos de convívio com a natureza. E não é preciso ir para fora para encontrar paisagens deslumbrantes ou praias paradisíacas. No nosso cantinho que é Portugal, natureza é o que não falta. O que falta é arranjar um espaço do nosso tempo para aproveitar um ir lá para fora cá dentro.
A paisagem neste meu cantinho é lindo, montes alentejanos ao longe, árvores, plantas e relva em todo o lado. Família unida, tios à sombra da churrasqueira, primos e irmãos dentro e fora da piscina. E um sol maravilhoso.
Neste momento não há preocupações, só há o simples gozo do bom que a vida nos dá.
Por isso deixo os meus pensamentos para o próximo dia e volto para o convívio da família. O centro da nossa felicidade e o fundamental da vida.
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Daniel aka DnlCY
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sábado, 28 de junho de 2008
A luz virgem do sol
No outro dia disse que um dos momentos do dia que melhor encontro o meu zen para escrever é pela noite dentro. O outro momento mágico é logo pela manha ao nascer do sol. Quando o calor ainda não aperta, ouve-se os pássaros a cantar e sente-se uma brisa de ar limpo.
Um dos momentos mais calmos do dia e o silêncio impera, quando ainda muita gente dorme.
Acordar cedo para ser tocado pela luz virgem do sol. As ideias fervilham, os pensamentos passam. Os problemas ainda dormem.
Adoro acordar cedo. Exercito os músculos, torço os ossos e articulações. Estico ao máximo e contraio o mínimo. Damos o impulso e a força para começar um excelente dia. Um começar cheio de energia. É verdade que quando fazemos exercício de manhã, ganhamos uma força extra para o resto do dia. Ganhamos dinamismo. E encaramos os nossos problemas com outro espírito.
Neste momento, andar de bicicleta por essa Lisboa fora é a minha eleição. Apreciar as ruas vazias. Comerciantes a abrirem as lojas. O silêncio calmo de uma cidade a despertar.
Acordar cedo é aproveitar bem o dia. Aquele dia que é sol e não é noite. Eu não gosto de acordar tarde. Acordar ao meio-dia, pelo sua própria definição é acordar a meio do dia, é "perder" metade do dia. Cada vez mais as pessoas se queixam da falta de tempo que têm. O que falta mesmo é organização e aplicar devidamente o nosso tempo da melhor maneira. Com isto não digo que não se deve dormir, pois é o recarregar de baterias. Mas considero que dormir mais leva-nos a ter ainda mais sono. A bateria fica viciada:) Pior ainda se fizermos rolha na cama, preguiça é pecado:)
De um ponto de vista diferente: depois de uma noitada, seja ela a estudar/trabalhar ou seja a divertir/curtir. Gosto da sensação de apreciar o desaparecer da escuridão e observar o aclarar do céu azul. É o renascer para um novo dia, a esperança. A escuridão e tristeza de ontem já é passado, agora o que interessa é o futuro, brilhante e radioso como o sol:) Então se a noite passada correu bem, melhor ainda, dá um impulso positivo para o novo dia que ai vem.
Hoje até acordei antes do sol nascer. Ainda estava frio, mas refrescante. O céu limpo antevê um óptimo dia de praia. Infelizmente para mim hoje não é dia de praia. Não deixa de ser sábado como para toda a gente, mas é dia de trabalho. E por si só, o acordar custa mais sabendo o que nos espera:( Nestes últimos dias o acordar também tem sido mais penoso que o habitual. Esta semana estivemos em testes interactivos com o sistema central e outros países europeus. Portugal entrou em acção nos dois últimos dias:) O problema é que Bruxelas acorda uma hora mais cedo:P O normal torna-se cedo. Estamos no lado errado da cauda da Europa:( Mas as adversidades só nos tornam mais fortes. E seguindo o mesmo nível de sempre, o nosso desempenho é o esperado. Cumprimos com todos os objectivos. Quanto aos outros...bem, eles lá sabem de si:)
Enfim,o sol já la vai. E antes do trabalho a minha vuelta de Lisboa matinal espera-me:) Como já é habitual, hora e tal a escrever e a disparatar. Mas desta vez na companhia da luz virgem do sol:)
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Daniel aka DnlCY
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quarta-feira, 11 de junho de 2008
"Esgotado"
Com a crise do aumento dos combustíveis veio a paralisação de muitos camionistas. E por sua vez a interrupção no abastecimento de alguns bens, nomeadamente do próprio combustível:D
E ontem constatei um facto surpreendente que de certa forma não me surpreende.
Antes víamos nas notícias falar sobre filas de carros para abastecer nas estações de serviço mais baratas. Chegando a haver gente que suportava horas de espera por um preço mais reduzido. Só de pensar que em tempos dizia-se que "tempo é dinheiro":S
Ontem viu-se gente a fazer fila para poder abastecer os seus veículos com os últimos litros de combustível que secavam as estações. A escassez é notória e a noticia espalhou-se, os contactos de familiares e amigos intensificou, e meio Portugal andou à procura das poucas estações que ainda tinham mangueiras sem avisos de esgotado, com o receio de verem-se privados dos seus queridos carros.
Comprovou-se a dependência que as pessoas têm nos seus carros e a importância que lhes dão. Admito que haja pessoas que não possam mesmo dispensar o carro no dia-a-dia. Mas muitos preferem ser comodistas, passar horas no transito, gastar euros por mês em combustível. Em vez de andarem de transportes públicos, ou esticarem as pernas ao andar a pé ou de bicicleta. Não há condições para isso? não há é condições para tantos carros. Estradas esburacadas, entupidas de transito e poluição. Passeios cheios de carros estacionados. Mas mesmo assim os portugueses continuam a ir para todo o lado de carro.
Para mim, tento dispensar sempre que posso desse bem material. Inclusive recusei a mim próprio e a quem se voluntariou para ontem à noite, ao aviso de familiares, ir para uma das muitas filas de carros para atestar o depósito de combustível. Não vou perder o meu tempo com coisas sem importância. Se acabar, mais uma razão para não utilizar o carro:)
Esta greve tem causado muitos transtornos e um efeito que eu considero muito negativo. Devido à paralisação muitos dos alimentos produzidos por esse pais fora têm sido deitados para o lixo por falta de escoamento. Uma coisa impensável quando há gente a morrer de fome todos os dias.
Quase uma semana depois de a FAO ter organizado uma conferência sobre a fome no mundo em Roma. E em termos gerais, se ter acordado em reduzir a fome mundial em metade até 2015. A minha preocupação maior do dia a dia é acabar totalmente a refeição para que não vá para o lixo nenhum resto de comida. E esta gente deixa que alimentos se estraguem sem consciência nenhuma. Assim dificilmente vamos lá.
Os camionistas têm direito a lutar pelas suas vidas. Mas acho que não é a qualquer custo. E muito menos obrigar colegas seus a pararem também sobre apedrejamentos e ameaças de represálias. Sejam eles empáticos ou não com a causa.
Mas tentando ser positivo e esperançoso que todo este mal não aconteça em vão, que pelo menos com toda esta confusão, haja pessoas que optem por deixar os carros em casa e dêem mais importância ao que realmente merece atenção.
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Daniel aka DnlCY
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quarta-feira, 28 de maio de 2008
Pela noite dentro
Já não é a primeira vez que alguém me aponta erros de ortografia. Eu bem avisei no meu primeiro post:) eu sempre fui um mau aluno de português, espanhol, inglês, chinês, etc, etc, etc. E francês? acho que nem tenho o direito de considerar que fui aluno de francês:P
Mas os meus muitos erros têm outra explicação. As horas tardias a que normalmente escrevo.
Existem duas alturas do dia ideais para a escrita.
De manhã, praticamente ao nascer do sol. Onde a paz reina, a temperatura aquece, o silêncio ainda absoluto ou ao som da natureza. Nesta altura do dia as ideias aparecem como cogumelos. A nossa mente está limpa. Pronta a carburar.
Infelizmente não é nesta altura que escrevo no blog. Pois ou estou atrasado para o emprego ou estou a ver um dia em grande pela frente cheio de coisas para fazer e o pc fica para segundo plano.
Por isso, resta-me a segunda hipótese. Quando já toda a gente dorme, o silêncio retoma o seu esplendor. Não há filmes nem series para ver, não há pessoas com quem conversar. Não há mais nada para fazer, para além de escrever. Eu e os meus pensamentos juntos.
O revés da medalha: um dia longo de trabalho e uma cama a chamar por companhia. A lucidez já não é a mesma. Os erros que o confirmam:)
Contudo estudar pela noite dentro sempre foi o meu espaço. Apesar do cansaço, é nesta altura que encontro o maior isolamento. Menos distracções, mais concentração. Sem pressão do tempo, uma noite inteira pela frente. Ainda agora começou.
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Daniel aka DnlCY
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quinta-feira, 1 de maio de 2008
Sentido de oportunidade
De certeza que alguma vez na vida já pensaram: "eu devia ter aproveitado" ou "aquilo é que tinha sido" ou algo do género. Basicamente termos a consciência que perdemos uma oportunidade de fazer algo que gostaríamos de ter feito. Estar no sitio certo à hora certa, mas nada acontecer.
Pois eu já. E já foram inúmeras vezes. Não sei se sou só eu, do meu modo de ser. Calmo, penso/pondero demasiado, deixo as coisas fluir, sem stresses. Tentar acertar no momento ideal. E o momento perde-se.
"Oh tempo, volta pa trás".
A verdade é que não volta. Não há duas situações iguais. Podemos tentar alinhar novamente os astros, mas eles não voltam ao sitio. O momento...puff, foi-se.
Por isso não há que esperar, não há melhor momento que o agora.
Também não digo que é preciso ser impulsivo e irracional. Pensar ou ponderar é bom. Pois também já me safei das boas, pela "não reacção".
Mas é preciso não deixar fugir as oportunidades. Elas não se repetem. Mais vale agora do que nunca.
O futuro só a Deus pertence, seja ele bom ou mal.
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Daniel aka DnlCY
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quarta-feira, 16 de abril de 2008
Trabalhar e Estudar: O pior dos dois mundos.
Uma pessoa sai da universidade para começa a trabalhar. Horários fixos das 9h às... até quando for preciso. Com problemas que nunca mais acabam, toda a responsabilidade a cair sobre nós. Em último caso será para quem nos substituir, mas espero que não cheguemos a tanto:)
Mas começa-se a trabalhar e diz-se logo que o tempo de universidade é que é. Ai que saudades. Borgas e festas todos os dias. Sem horários fixos e 24h sem responsabilidades. Se não é hoje, é amanha.
Claro que depois existe o reverso da medalha: Por um lado ganhamos independencia financeira; pelo outro lado ganhamos noitadas a estudar.
Como contra-balançar entre os dois? e que tal os dois? Independencia financeira e 24h sem fazer nada. Querem melhor do que isto?
Mas a realidade é outra. Se juntarmos 1+1, temos que levar com o bolo todo.
E isso tem sido os meus últimos dias. A preparar-me para a certificação de SCJP daqui a uma semana. Incrível mas o tempo não cresce. Como é que ainda há gente que acredita na teoria da relatividade do Einstein. Mas mesmas 24h que todos nós temos direito, há que trabalhar e estudar. É acordar cedo e cedo erguer. Uma duzia de horas no desgaste do trabalho e voltar a casa para estudar enquanto os olhos se mantiverem abertos. Às tantas da manhã lá descansamos as poucas horas que temos antes de voltar a erguer.
Nem nos fins de semana nos safamos. São só dois dias em sete. E pois claro o sacrifício de abdicar de tudo. Abdicar da nossa vida por meros trocos, e por umas palavras no curriculum vitae, que nem a ouro são banhadas. Sim, este tipo de certificados pouco mais são do que ter o direito em colocar umas palavras mágicas no currículo. Certificação de conhecimento? Longe disso, aprendemos muito mais com a experiência no dia-a-dia do trabalho do que com o que decoramos para o exame.
Respeito bastante aqueles que por necessidade precisam de trabalhar enquanto estudam. A vida não lhes foi simpática. Mas mesmo assim, lutam contra as adversidades. E não terão menos oportunidades de serem felizes. Esses sim, merecem. É com estas comparações que reparamos que somos fracos. Estamos muito mal habituados.
Vocês não sabem a sorte que têm por terem tempo para ler o meu blog. Há quem não tenha.
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Daniel aka DnlCY
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quarta-feira, 5 de março de 2008
Sem stress
Uma pessoa passa a vida toda a preocupar-se com qualquer coisa.
Isso não é vida. Um dia hei de vos contar para que serve a vida. Mas hoje vou falar sobre como lidar com ela.
Eu tento abstrair-me ao máximo das preocupações que me possam afectar. Não é que eu me queira afastar ou fugir de tudo. É não dar demasiada importância ao que não tem importância. Deixar as coisas tomar o seu caminho próprio, o seu fluxo natural. Claro que no emprego, se tivermos que correr, então corremos. Pois ai temos responsabilidades a cumprir. Mas nas preocupações normais do dia a dia corro se quiser.
Para que é que me vou preocupar com o candidato democrático para as eleições dos estados unidos? Hilary ou Obama? indiferente para o meu dia a dia. Ou preocupar-me em não usar o microondas porque pode fazer mal à saúde, ou não. Facilita a vida, não facilita? então uso. Todos nós havemos de morrer um dia. Melhor viver 5 bons dias do que 5 penosos anos.
Mas no fundo, o que quero transmitir é que mantenham as coisas simples. Não pensem demasiado, pois só complica. Com uma opção, não precisas de pensar, tens é que te contentar. Muitas opções é bom, podes escolher o melhor. Mas demasiadas opções é mau, obriga a pensar e ajuda a complicar, origina a indecisão e a confusão.
Em relação ao emprego, faço questão de dar 100% ou mais durante as horas de trabalho. É a minha vocação natural para o perfeito, mas também é o peso da responsabilidade. Para além de fazer merecer os trocos do final do mês. Mas depois de sair do escritório tento esquecer que o trabalho existe. Ele há de estar lá no dia a seguir, pois infelizmente não vai lá aparecer ninguém para adiantar o meu trabalho. Vou para casa descansar, fazer o que realmente me dá prazer para descontrair e descomprimir. É o fruto do nosso trabalho que nos sustenta financeiramente, infelizmente o mundo actual gira em torno do dinheiro e não podemos fugir a isso. Mas se não reservarmos tempo para nós é como que emprestássemos a nossa alma ao diabo em troca de uns trocos. É só um emprego. Empregos há muitos mas vida só há uma.
Para finalizar, uma última palavra sobre um dos grandes causadores de stress: o tempo. Se o tempo nos escapa, stressamos. Para evitar problemas ou confusões dá sempre jeito um prévio planeamento das coisas. Se temos uma consulta médica, há que fazer planos para chegarmos a tempo e dar a devida margem de erro. Mas a cima de tudo, há que ter em mente que não é o fim do mundo se as coisas se atrasarem. Claro que é bom analisar o que correu mal para evitar futuros erros, mas se dermos o máximo, só há que ter a consciência tranquila, foi porque não era possível. Continuamos a ser humanos.
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Daniel aka DnlCY
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domingo, 3 de fevereiro de 2008
Preguiça
Facilmente nos deixamos ficar mais uns minutos no quentinho da cama, principalmente se estiver um dia chato como o de hoje: vento e chuva com fartura. A preguiça é um dos 7 pecados mortais e provavelmente aquele que é mais praticados por nós. Não ofende ninguém (excepto casos que nos atrasamos e deixamos alguém pendurado:) ), normalmente afecta essencialmente a nossa vida diária. Pequenos gestos ou acções que definem o nosso dia.
Nesta questão da preguiça de acordar, eu prefiro acordar cedo e aproveitar o dia desde o primeiro raio solar. Por alguma razão nos referimos ao dia como aquele que devemos aproveitar e não recorremos à noite. O dia é quando há sol, é com ele que começamos a ver e a viver o mundo. Daquelas vezes que acordo lá para o meio-dia parece logo que já perdi metade do dia: talvez porque é meio-dia!
Mas de outras preguiças fazemos os nossos pecados. Por exemplo, preguiça de arrumar o quarto ou outra coisa qualquer. De tratar este ou aquele assunto pendente. Depois não vos pesa na consciência? Devia ter feito isto ou aquilo, e mesmo assim continuamos. São coisas que mais tarde ou mais cedo deviamos fazer. Olhando para o nosso espectro temporal, temos duas opções: ou temos 1 hora com peso na consciência e a sofrer com isso, e depois mais 5 minutos a resolver a questão pendente; ou temos 5 minutos a despachar a questão e mais 60 minutos de puro gozo da vida.
A vida é feita de opções. E não deixem para amanha ou que podem fazer hoje.
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Daniel aka DnlCY
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