Ontem ainda pensei em falar do Benfica...mas se calhar com tanta vitória e tanta conquista vocês querem ler sobre outras coisas menos importantes:D Por isso é escusado dizer "Parabéns Benfica!" por mais uma grande vitória.
Em vez disso, ontem em conversa com uma colega sobre o projecto, um conceito veio à mente: psicanálise dos testes. Sobre a ideia base do: por que é que as pessoas têm tendência a não gostar de fazer testes? Na minha óptica a sociedade de hoje em dia devia gostar de fazer testes.
Porquê?
Bem, uma coisa que tenho afirmado é que as pessoas gostam de falar mal do próximo, ou criticar os outros, de modo a superiorizarem-se num subconsciente. Ou seja, se inferiorizarmos quem estiver em redor, acabamos por automaticamente ficar num patamar mais elevado. O que está totalmente errado, pois estamos a nivelar a sociedade e os nossos objectivos por baixo.
A ideia devia ser exactamente o oposto. Só crescemos verdadeiramente se pensarmos em grande. Se tentarmos chegar ao mesmo patamar que os melhores. Seguir os exemplos de excelência. Aprender com o sucesso. Atingir a perfeição. Lá estou eu a falar do Benfica:)
Mas infelizmente a sociedade é um ser de vícios e hábitos. E neste momento o conceito de "gozão" predomina. Por isso devia ser expectável que gostássemos de fazer testes.
Mas porquê?
Bem, o que fazemos num teste? Basicamente pegamos numa ideia, num conceito, numa implementação, numa realização, e validamos que o comportamento esperado se concretize. O teste básico será o teste positivo, ou seja, execução do caso em que as coisas sigam o seu fluxo normal. Por exemplo, testamos um carro. Um teste positivo seria ligar a ignição e avançar cem metros com ele. Perfeito, o carro anda. Cumpre o princípio básico: mover-se. Mas isto é garantia que o carro funciona a 100%? no way.
Um teste completo deve incluir todas as possibilidades de combinação que se pode fazer. Se o carro vai para a esquerda ou para a direita. Se trava ou acelera. Se é rápido ou é lento. Se aguenta chuva e frio, ou sol e calor. Se abre porta, fecha porta. Se abre vidro, fecha vidro. Se tem luzes. Se tem pisca. Se...etc,etc,etc.
Mas também não devemos esquecer que para além de casos positivos, existem a possibilidade de casos negativos. Se virarmos o carro à direita, validamos que o carro não vira à esquerda. Se aceleramos, o carro não deve abrandar. Se travamos, não deve acelerar. Se ligamos o limpa-vidros, o pisca não deve ligar. Nem como o radio, as luzes, os vidros eléctricos...etc,etc,etc.
Portanto, como as possibilidades podem ser infinitas, poderá ser expectável que o tempo despendido nos testes possa ser superior ao tempo de implementação do próprio objecto em testes. Ao criar uma curva à direita, vamos ter que testar que a curva vira realmente à direita, que não vira à esquerda, que não vai em frente, e por ai adiante.
Como atingir o infinito pode ser um "pain-in-the-ass", o fim depende da confiança na implementação, do conhecimento e da compreensão do produto, do nível de satisfação, que se foca essencialmente no factor custo-benefício. O custo de fazer mais testes, o benefício que retiramos deles.
Mas então porquê gostar de fazer testes?
O meu "ass" está bem assim, muito obrigado. Porque é que havemos de gostar de testar as nossas criações? Já não nos bastou fazer a própria implementação? E o trabalho dos outros? De validar algo que não nos interessa, de validar a chatice dos outros.
Pois bem, o segredo devia residir exactamente ai. O coco dos outros. Se a sociedade de hoje gosta tanto de apontar o dedo, de dizer mal, de criticar os outros, ofuscando os seus próprios defeitos. Então também deveríamos gostar de testar. Para assim encontrar as falhas, os erros, os cocos do próximo. Levantar a bandeira vermelha e indicar que algo está mal e que não é nossa culpa. Alguém errou e não fomos nós. Depois testar o que é nosso só diminui a possibilidade de alguém nos apontar o dedo. O que acaba, de certa forma, por ir contra o provérbio: Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.
Lá está porque é que eu sou um ser único. Ao contrário do normal da sociedade eu gosto de testar. Contudo não é pelas razões que acabo de expor, pois quem me conhece sabe que raras são as vezes que falo mal de quem quer que seja. Antes pelo contrário. Então o que me leva a testar? Bem, um bom tester tem que saber o que está a testar, melhor ainda se entender a implementação. Compreender o que está por de trás da cortina e consciencializar-se das implicações. Ou seja, ter o conhecimento. Melhor ainda, é a possibilidade de sermos criativos. Baseando na ideia do infinito, em que as mil e uma possibilidades têm que ser testadas e validadas. A imaginação pode ter uma palavra a dizer. Além disso, se testamos implementação de terceiros, o mais provável é que não vamos ter que nos preocupar em resolver todos os problemas encontrados por mais bicudos que possam ser:D
Mas no final de tudo isto, não deixamos de pertencer a uma equipa. E os testes zelam pela qualidade do trabalho desenvolvido. E quanto mais perfeitos formos, melhor para todos.
terça-feira, 23 de março de 2010
Psicanálise de um tester.
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Daniel aka DnlCY
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Bom de mais.
Podemos ser demasiados bondosos, demasiado solidários, demasiado benfeitores, demasiados ajudantes. Será que num mundo cada vez mais carente, podemos dar nos ao luxo de dispensar ou evitar todo o bem que uma pessoa possa querer dar?
Claro que sim.
Simplesmente pelo facto de que tudo em excesso é sempre mau. Os extremos são prejudiciais. Podemos exagerar ao ajudar uma pessoa idosa a passar a passadeira? Claro que sim, o idoso pode se sentir incomodado pela ajuda, pode não entender as nossas boas intenções ou pior ainda pensar que lhes queremos mal, ou pode querer saber onde vai o seu limite. Mas tendo uma ajuda, esse limite torna-se enganador.
Podemos ajudar para sempre um pais empobrecido com todo o arroz do mundo? Claro que não, pois se o país não aprender a cultivar o seu próprio arroz, então ficará sempre dependente de terceiros. Tal como a velha história de que não devemos dar um peixe a um pobre, mas mais vale dar-lhe uma cana de pesca e ensinar-lhe a pescar.
É assim que as pessoas crescem, sentido dificuldades e ultrapassando obstáculos. Se necessário aprender com os erros.
Agora se estamos sempre a ajudar e a retirar esses obstáculos da frente, então uma pessoa não evolui, fica dependente de terceiros.
É por isso que eu acho que devemos saber ser um pouco individualistas. Ajudar é bom. Melhor, é óptimo. Ser solidário. Já disse isto noutras ocasiões: me encanta ayudar el otros. Adoro trazer felicidade aos outros. Eu fico feliz só por ver o próximo feliz.
Mas não podemos deixar que os outros dependam exclusivamente de nós. Ensinar-lhes a ser autodidactas. Ensinar-lhes a pensar e a raciocinar. Ensinar-lhes a ser criativos e espectaculares. Ensinar-lhes a ser independentes. Porque amanhã eles poderão ser o nosso futuro.
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Daniel aka DnlCY
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Futuro só a Deus pertence.
Já alguma vez pensaram no controlo que temos nas nossas vidas?
Não imagino que possamos estar dentro do Matrix, mas há tanta coisa que não controlamos que parece insignificante o nosso poder. É claro que somos nós que decidimos se fazemos o bem ou o mal. Se vamos pela esquerda ou pela direita. Claro que mesmo as nossas pequenas decisões influenciam a nossa vida. Como a percorremos, como a moldamos, como a criamos.
Mas ninguém prevê se amanha não vamos estar envolvidos num acidente. Ninguém consegue controlar e antecipar com exactidão o comportamento do próximo. Ninguém controla o meio que o envolve. Ninguém pode, consegue, sabe ao certo.
Por exemplo, a minha viagem do Cairo para Dahab. Planeei ir de autocarro de Sharm El Sheikh para Dahab, mas acabei por me aventurar ainda mais e ir na companhia de backpackers na traseira de uma pick-up:)
Ou por exemplo, neste momento estou à espera para ir à medicina do trabalho, quem sabe se eles descobrem que eu tenho uma doença rara e maligna, e que me vai obrigar a mudar de vida, a passar a ir regularmente ao hospital, a tomar mil e um medicamentos só para tentar voltar à vida que sempre conheci?
Ou nunca sabemos quem vamos encontrar ou conhecer ao virar da esquina. Quem sabe se aqui na recepção não vou conhecer a mulher da minha vida? ;) Então nestas viagens pelo mundo fora, principalmente a solo, acabamos por conviver e conhecer muita gente. Não é que vamos manter contacto com todos eles, mas um ou outro há-de ficar.
A vida está cheia de imprevistos. E ainda bem, é isso que dá alegria e faz mover as nossas vidas. A minha ida para Dahab deu-me uma experiência e uma história para a vida, muito mais do que podia imaginar. Não teria gozo uma vida onde poderíamos planear e antecipar tudo o que iria acontecer. Seria uma vida sem sal.
Claro que podemos e devemos planear para prevenir o futuro e acautelar imprevistos indesejados. Mas temos que compreender que não conseguimos controlar tudo.
No fundo a única coisa que podemos realmente fazer é estar atento à convocatória e tomar em consciência as nossas próprias decisões. Estar atento às oportunidades. E a cima de tudo saber viver com tais opções e as suas consequências.
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Daniel aka DnlCY
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
Sem nada para dizer.
O que é que uma pessoa escreve quando não tem nada para escrever.
Alias, eu não fui uma pessoa muito comunicativa, e por isso acho incrível como há gente que passa o tempo todo a falar. Seja a dizer baboseiras, a dizer coisas interessantes, curiosidades ou fofoquices.
Acho que são os extremos indesejáveis. Não há equilíbrio.
Bem, e o cansaço não ajuda nada ao raciocínio. Faltam-me ideias, imaginação, clareza, pensamentos. Um vazio tremendo, um autêntico buraco negro.
Uma coisa que é muitas vezes tema de conversa: o simples gozo do próximo. Coisa que eu não consigo. Podemos brincar com amigos, mas gozar daqueles que de nada conhecemos. Deus sempre nos ensinou a respeitar o próximo. Desconhecemos por completo razões e passados. Tudo tem explicação. E não devíamos falar sobre o que não conhecemos. Principalmente falar mal. Pois ninguém faz por mal. Somos assim, todos diferentes, todos iguais.
Mas porque gozamos tanto? Simples, porque nos sabe bem. Coloca-nos num patamar superior. Sem defeitos nem feitios. Esquecemos as nossas imperfeições focando nas dos outros. Lá voltamos à questão do rebaixamento em vez do crescimento. Em vez de olharmos para cima, olhamos para baixo. E ficamos corcunda. Depois aparece alguém para nos gozar. E lá recomeça o ciclo. É um ciclo de vícios, e como qualquer vício, só faz é mal.
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Daniel aka DnlCY
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Solidariedade: sem custos e com total garantia de satisfação
Toda a gente se queixa que o dinheiro não cresce. E é verdade. Segundo as leis da física a multiplicação dos pães não é possível. A matéria, e o dinheiro não passa disso mesmo, não se multiplica. Quanto muito, transforma-se.
Mas há algo que temos para dar e multiplicar. Não tem custo de adesão nem fidelização.
A solidariedade é algo que não se gasta. Para mim ser solidário para com o próximo é das melhores sensações que podemos ter. O de poder ajudar alguém. Conhecido ou não. Alias ajudar alguém desconhecido até pode dar mais prazer do que um conhecido. Pois assume-se que temos maior responsabilidade sobre quem conhecemos. E que de certa forma temos como que uma obrigatoriedade para ajudar. Com um desconhecido não é a mesma coisa, ajudamos porque queremos realmente ajudar.
Eventualmente pode haver alguma "pressão" social nesse sentido. Por exemplo as campanhas do Banco Alimentar Contra a Fome não sendo um factor social negativo, antes pelo contrário, podem levar alguém a ser pressionado a ajudar. Claro que homens de livre arbítrio em última instância ajudam por iniciativa própria. Mas convenhamos dizer que não é a mesma coisa.
Mas ser solidário não é só dar pão e água a quem mais necessita. Até porque ai estamos a transformar a nossa solidariedade em bens materiais. Infelizmente precisamos dele aqui na Terra e há muitos que dele necessitam. Mas a matéria não se multiplica e portanto associado a ele há sempre um custo.
Mas há várias maneiras de sermos solidários para com os outros sem envolver o palpável.
Basta ajudar a executar alguma tarefa. Seja doméstica ou não.
Basta fazer companhia a quem não tem.
Basta uma palavra de consolo a quem mais necessita.
Basta ajudar a colmatar as insuficiências do próximo. Ninguém é perfeito, mas as nossas diferenças permite-nos complementar uns aos outros.
Muitas vezes digo que recebemos o que damos em troca. E se somos solidários para com os outros. Também eles o serão para connosco.
Sem custos e com total garantia de satisfação.
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Daniel aka DnlCY
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sábado, 30 de agosto de 2008
Back to reality
Ah pois é. Tudo o que é bom acaba.
Fim das ferias e de volta à rotina diária. Se bem que esta rotina está diferente. Com as ferias deixamos muita coisa pendente e por isso é necessário tratar durante delas quando voltamos. E já para não falar no cansaço físico que nos obriga a descansar quando regressamos. Por outro lado ganhamos novos hábitos e costumes. Pois a nossa vida de experiências não pára, tal como o tempo. Continuamos a evoluir. A grande questão será: de que modo queremos evoluir?
A minha surpresa nestas ferias foi raramente ter tocado no meu pc. E talvez por isso, nesta semana em que já estou de volta, só voltei a mexer em computadores porque o meu trabalho assim o obriga. Em casa pc's nem vê-los. Num mundo cada vez mais tecnológico, será que a minha evolução é de regressão? Distanciar-me do futuro HighTech? Ou não poderei estar realmente a evoluir para um estado tal que o que realmente conta nesta vida não se encontra na tecnologia? na própria matéria dos bits e bytes? Há um outro lado. O encontro com a paz interior. As relações interpessoais. O outro e o próximo.
Há que lembrar as nossas raízes e a própria historia do homem. Tal como o dinheiro não compra felicidade. E isso facilmente prova-se verificando que uma pessoa milionária não é necessariamente mais feliz que um pobre. Também é verdade que há uns séculos atrás, as pessoas poderiam ser tão ou mais felizes do que as são hoje em dia. Mesmo sem o acesso às tecnologias de agora. Será a geração dos jogadores de computador mais felizes que os meninos de rua? Provavelmente mais facilmente se afirmaria o contrário. Claramente me faz pensar que o que realmente nos faz feliz é alguma razão que tem durado durante os séculos. E isso é o próprio homem. As relações que há entre si. De amor, carinho, afecto. O respeito ao próximo.
Pessoalmente o que me deixa realmente realizado é poder ajudar alguém a ser mais feliz. A melhor recordação que tenho de um desses momentos foi o meu último jantar de anos. Onde tive oportunidade de juntar os meus amigos e proporcionar-lhes agradável serão. E só o simples observar dos seus rostos de felicidade me deixa feliz.
Por isso acredito que continuo a evoluir positivamente. Estas novas tecnologias não vão deixar de existir, estão aqui para ficar. E a sociedade está-se a adaptar a ela. Mas não podemos deixar de nos focalizar no que realmente interessa. E isso somos nós mesmos, filhos de Deus.
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Daniel aka DnlCY
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
EU vs TU
Toda a vida uma pessoa compara-se com o próximo. Estou mais gordo ou mais magro? bonito ou feio? mais rápido ou mais lento?
É da natureza humana comparar-se para avaliar o seu estado ou nível. Melhor ou pior? Desde o início da humanidade que procuramos ser os melhores. Mas nem sempre da melhor maneira.
Melhor significa ficar por cima. Mas para muitos ficar por cima não é subir um degrau mas sim descer um.
É lhes mais conveniente puxar o próximo para baixo do que crescer e ficar por cima. É por isso que insultar, ofender, espezinhar são conceitos comuns na sociedade. As pessoas preferem falar mal de outra do que tentar ser melhor que outros. A ser destrutivo.
E depois compara-se com os piores para levantar a moral, acaba-se por nivelar por baixo. Sempre a descer.
Mas em vez de tudo isto, devia-se comparar com os melhores, não ser destrutivo, mas ser construtivo de modo a crescer. É o elevar dos patamares.
Eu não me vou comparar com os piores da turma e dizer que sou o bom. Eu tenho que me comparar com os melhores e dizer que sou o melhor.
Ao comparar-me com outro, não vou querer procurar onde sou melhor. E tentar rebaixar o outro onde este é melhor. Mas sim, devo realçar onde sou pior e fazer por melhorar.
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Daniel aka DnlCY
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
O dar e o receber
Para acabar bem o ano, decidi publicar duas mensagens neste último dia:) Na verdade comecei a escrever o post "O antes e o depois" que depois divergiu para este. E decidi separa-los por temas distintos.
Neste final de ano andei a reflectir sobre o passado e o futuro. E para esse futuro o mais natural é termos desejos, pois sem eles não vamos a lado nenhum.
E acho que devemos ser ambiciosos nos nossos desejos. Temos que pensar em alto. Não nos deixarmos conformar com o que temos. Pois só isso faz com que exigimos o máximo de nós. Mas atenção que ambição não é o mesmo que ganância. Por um milhão de euros eu sou feliz, mas por 100 mil sou eu e uma população inteira de um país africano felizes. Temos que querer crescer como pessoa, connosco próprio e para com os outros. Há que saber respeitar o próximo para ser respeitado. O dar e receber.
Eu acredito que o mundo é feito de um equilíbrio extremo. E para todo o equilíbrio tem que existir duas partes: um par e um impar, um mais e um menos, 0 ou 1, macho ou fêmea. O dar e o receber. Em que os dois não necessitam de acontecer na mesma altura, pois se existe equilíbrio também existe desequilíbrio. Mas no fim o equilíbrio prevalece. Por isso eu acho que se damos hoje, mais cedo ou mais tarde havemos de receber em troca. Trocando de palavras, se eu fizer um bem hoje depois serei recompensado. Num plano mais teológico, Deus há de me recompensar com o bem praticado.
E destas palavras não se pense que fazer um mal origina receber um bem. Pois nesta frase há dois conceitos, 4 partes: fazer e receber, o mal e o bem, o que na sua conjunção não dá um equilíbrio. Onde fazemos um mal e recebemos um mal ou fazemos um mal e fazemos um bem. São ambos equilíbrios, mas do meu ponto de vista são negativos e sem ambição. Soa ao exemplo de um arbitro de futebol que comete um erro de arbitragem contra uma equipa, mas para não a prejudicar, acabar por aceitar um segundo erro contra a outra equipa. Equilibra as contas, mas no fundo o que acontece é o arbitro errar duas vezes. Aceitável? acho que não, lá porque alguém nos rouba, não quer dizer que devemos roubar alguém. Errar é humano e o arbitro é humano como todos nós. Quem nunca pecou que atire a primeira pedra. O ajuste há que vir naturalmente. De uma forma ou de outra.
Contudo há que relembrar que para receber temos que estender a mão. Ou seja, também não devemos ficar à espera que as coisas nos caem no colo, mas saber criar a oportunidade para que o equilíbrio aconteça. Não vamos desejar marcar um grande golo se nunca chegarmos a chutar à baliza.
Por isso a premissa para o novo ano será aceitar o próximo como ele é, aceitar os seus erros tal como os nossos deverão ser aceites. Não exigir nada, mas dar tudo. Pois no fim, com atitude, tudo se irá compor.
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Daniel aka DnlCY
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