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sábado, 13 de novembro de 2010

Vergonha dos nossos erros.

Devemo-nos envergonhar pelas acções que nos arrependemos de ter tomado e realizado?
Há uns anos atrás, quando o meu primo mais novo ainda era bebé, o meu tio deixou-o a dormir na sala dentro do seu carrinho. E eu, ainda uma criança imatura, encontrei-o sozinho a chorar. Ainda tentei anima-lo, mas em vão. E o que me arrependo, é que em vez de ter ido chamar alguém, acabei por ignorar a situação e continuei. Admito que na altura não soube lidar com a situação da melhor forma.
Mas penso que o reconhecimento de tal facto faz-nos crescer. Apesar de ser negativa, não deixa de ser uma experiência da nossa vida. Em próximas situações semelhantes já sei o que não devo fazer. Apesar de ter consciência que duas situações não se repetem de igual forma. É por isso que há oportunidades que não devemos deixar escapar. Mas sabendo aprender a lição numa visão mais geral e abrangente, então estamos a preparar-nos e a crescer para o que nos espera no futuro.
E esse futuro passou-se uns anos depois. O meu tio fez um aniversário para o meu primo. E eu passei grande parte dessa tarde a brincar com ele e um amigo. E maior recompensa tive eu, quando no dia seguinte o meu tio envia um email a agradecer a todos, principalmente porque o meu primo nessa noite não quis adormecer por tanta felicidade e excitação. Não é que eu tenha sido a única pessoa presente, mas sei que tive uma boa quota parte de influência.
Contudo também não acho que uma coisa acabe por substituir ou compensar a outra. As duas experiências existem. E todas, seja boas ou más, são sempre experiências que nos fazem aprender e crescer. E eu penso que cresci. Ou seja, não foi só pensar que tenho que amadurecer e crescer. Neste caso, penso que realmente cresci.
No fundo, não me posso envergonhar pelos meus actos. São um facto da minha vida que acontecem devido a certas circunstancias. Seja incapacidade, imaturidade, desinformação, inconsciência. Muitas são as razões que nos levam não tomar a melhor opção. Mas o que mais interessa é saber aprender com os nossos erros. Crescer e estar preparado para que no futuro tomemos a melhor decisão.
Se conseguirmos isso, não vejo porque ter vergonha dos nossos erros. Porque o que interessa é presente. As pessoas mudam e evoluem. E ainda bem que há passado que nos ensinam no presente a melhor forma de abordar o futuro.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Estamos em crise ou não?

Afinal o país está em crise ou não?
Hoje o Presidente da República promulgou o novo PEC. Mais impostos, mais reduções, mais taxas. Tudo o que desejámos, quando engolimos 12 passas enquanto saltávamos só com um pé de uma cadeira, se está a concretizar...ou não:S
Mas uma coisa não dispensamos. Festas e diversão.
Prova disso é que este fim-de-semana que passou houve o Sumol Summer Fest com dois dias de casa cheia. E o Optimus Alive aproxima-se com bilhetes esgotados.
Haja dinheiro para tudo.
Depois se há coisa mais importante que tudo o resto é o futebol. Estamos em pleno campeonato do mundo e mais logo Portugal joga contra a Espanha para os oitavos-de-final. Felizmente para a produtividade do país o jogo acontece as 19h30. Onde a maioria da população já está fora do seu horário laboral. Mas os três jogos anteriores da fase de grupos não teve o mesmo horário. E o povinho deixou de ver o jogo para cumprir com as suas obrigações profissionais? Não me parece. Quantos de nós fez um almoço tardio e mais prolongado? Quantos de nós, fez um intervalo para café maior que o normal? Quantos de nós reajustou horários para ter duas horas livres a meio do dia? Quantos de nós evitou reuniões, consultas ou marcações nas horas críticas?
Pois é, nem todos ligam a futebol, nem todos invertem prioridades. Mas acreditem que a maioria dos portugueses não descola da televisão para ver uma selecção que nem agrada a gregos nem a troianos.
Eu adoro futebol, não se enganem, principalmente jogar futebol. Mas tento não levar uma vida em volta do futebol. Há coisas mais importantes, como viver a própria vida. Podemos ficar felizes, ou não, ao ver um jogo. Mas é só isso. A nossa vida não se rege por um jogo que outros estão a jogar. Não temos qualquer influência sobre o resultado final. Por isso a sua importância tem uma verdade limitada.
Se bem que há um poder no futebol e no desporto colectivo em geral de se tirar o chapéu. Para além de fazer bem a prática de desporto, o mesmo também promove o convívio e interacção entre as pessoas. A nível pessoal, quantas pessoas eu já conheci através de jogos de futebol? Inúmeras. A um nível global, o filme Invictus, que retrata parte da vida de Nelson Mandela e o rugby na África do Sul, é só um exemplo de união entre povos opostos.
E o facto de haver tanta gente a mover montanhas para ver um jogo, mesmo aqueles que não costumam ligar ao futebol, penso que seja porque simplesmente toda a gente vê o jogo. O humano é um ser de sociedade, como tal comporta-se de maneira semelhante. E quem foge do padrão deixa de se encaixar. Ficamos fora de jogo se não soubermos como correu o encontro que toda a gente fala.
Contudo a questão de fundo penso que se prende com a crise em si. Estamos todos em crise, mas não deixamos de festejar e divertir. O país pára em busca de uma felicidade desconhecida. E isso entende-se porque temos necessidade de procurar sermos felizes. E se a nossa vida diária não nos fornece isso. Então temos que compensar com outras actividades ou outras vivências, custe o que custar.
O problema é que provavelmente não estamos a investir num futuro feliz, mas só num presente risonho. E com isso a crise vai demorar a passar.
Não digo que tenha a solução dos nossos problemas, até porque sou capaz de ser dos primeiros a gastar. Mas aqui fica o meu pensamento para reflexão.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Futuro só a Deus pertence.

Já alguma vez pensaram no controlo que temos nas nossas vidas?
Não imagino que possamos estar dentro do Matrix, mas há tanta coisa que não controlamos que parece insignificante o nosso poder. É claro que somos nós que decidimos se fazemos o bem ou o mal. Se vamos pela esquerda ou pela direita. Claro que mesmo as nossas pequenas decisões influenciam a nossa vida. Como a percorremos, como a moldamos, como a criamos.
Mas ninguém prevê se amanha não vamos estar envolvidos num acidente. Ninguém consegue controlar e antecipar com exactidão o comportamento do próximo. Ninguém controla o meio que o envolve. Ninguém pode, consegue, sabe ao certo.
Por exemplo, a minha viagem do Cairo para Dahab. Planeei ir de autocarro de Sharm El Sheikh para Dahab, mas acabei por me aventurar ainda mais e ir na companhia de backpackers na traseira de uma pick-up:)
Ou por exemplo, neste momento estou à espera para ir à medicina do trabalho, quem sabe se eles descobrem que eu tenho uma doença rara e maligna, e que me vai obrigar a mudar de vida, a passar a ir regularmente ao hospital, a tomar mil e um medicamentos só para tentar voltar à vida que sempre conheci?
Ou nunca sabemos quem vamos encontrar ou conhecer ao virar da esquina. Quem sabe se aqui na recepção não vou conhecer a mulher da minha vida? ;) Então nestas viagens pelo mundo fora, principalmente a solo, acabamos por conviver e conhecer muita gente. Não é que vamos manter contacto com todos eles, mas um ou outro há-de ficar.
A vida está cheia de imprevistos. E ainda bem, é isso que dá alegria e faz mover as nossas vidas. A minha ida para Dahab deu-me uma experiência e uma história para a vida, muito mais do que podia imaginar. Não teria gozo uma vida onde poderíamos planear e antecipar tudo o que iria acontecer. Seria uma vida sem sal.
Claro que podemos e devemos planear para prevenir o futuro e acautelar imprevistos indesejados. Mas temos que compreender que não conseguimos controlar tudo.
No fundo a única coisa que podemos realmente fazer é estar atento à convocatória e tomar em consciência as nossas próprias decisões. Estar atento às oportunidades. E a cima de tudo saber viver com tais opções e as suas consequências.

sábado, 22 de novembro de 2008

Novas Oportunidades

O país safou-se por pouco de uma recessão técnica. Mas não significa que estamos melhor. Continuamos todos em crise. E não se fala noutra coisa nos últimos tempos. Ela está ai e é para manter durante os próximos.
E assim esperam os "ricos" numa "inside info":) Eles esperam que a crise continue, que os preços baixem, que toda a inflação e especulação desapareça. Para no melhor momento começarem a comprar tudo a preço de saldos.
A economia vive de ciclos. Claramente atingimos um pico a cima e vamos a descer pique a baixo. E quando lá chegarmos, vamos recomeçar a escalada para cima. Idilicamente vamos aprender com os erros e reorganizar uma subida mais sólida.
Mas enganem-se se pensam que este é um pensamento exclusivo dos mais favorecidos. Este é um pensamento de oportunidade. E pode ser aplicado a todos. Podemos ver esta crise com uma coisa má, mas só se quisermos. É verdade que estamos a passar por um mau bocado. O dinheiro não chega para todos. Isto é o presente. Mas não deixem de pensar no futuro. E esse, se bem pensado e planeado, pode ser risonho. Eu digo várias vezes, é tudo uma questão de perspectiva.
Podemos deixar-nos cair, desistir de lutar. Basicamente, morrer.
Ou olhar este mau momento como uma oportunidade de reorganizar ideias. Reformular desejos ajustados à nova realidade. Procurar novas oportunidades. Basicamente não desistir por nada, pois havemos de ser recompensados, de uma forma ou de outra. Lembrem-se que nem tudo é dinheiro. Valores como saúde, família, amigos, etc, etc, etc são mais importantes.
Procurem as novas oportunidades, pois o mundo não vai acabar amanhã. Não deixem que o presente hipoteque o futuro.
Estudem o passado, vivam o presente, prevejam o futuro.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Futuro do Sistema Financeiro

Para reflectirem sobre o futuro do sistema financeiro:

"If the global crisis continues, by the end of the year, only two Banks will
be operational, the Blood Bank and the Sperm Bank.
Those 2 banks will merge and will be called 'The Bloody Fucking Bank'"

:D

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Sentido de oportunidade

De certeza que alguma vez na vida já pensaram: "eu devia ter aproveitado" ou "aquilo é que tinha sido" ou algo do género. Basicamente termos a consciência que perdemos uma oportunidade de fazer algo que gostaríamos de ter feito. Estar no sitio certo à hora certa, mas nada acontecer.
Pois eu já. E já foram inúmeras vezes. Não sei se sou só eu, do meu modo de ser. Calmo, penso/pondero demasiado, deixo as coisas fluir, sem stresses. Tentar acertar no momento ideal. E o momento perde-se.
"Oh tempo, volta pa trás".
A verdade é que não volta. Não há duas situações iguais. Podemos tentar alinhar novamente os astros, mas eles não voltam ao sitio. O momento...puff, foi-se.
Por isso não há que esperar, não há melhor momento que o agora.
Também não digo que é preciso ser impulsivo e irracional. Pensar ou ponderar é bom. Pois também já me safei das boas, pela "não reacção".
Mas é preciso não deixar fugir as oportunidades. Elas não se repetem. Mais vale agora do que nunca.
O futuro só a Deus pertence, seja ele bom ou mal.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

O dar e o receber

Para acabar bem o ano, decidi publicar duas mensagens neste último dia:) Na verdade comecei a escrever o post "O antes e o depois" que depois divergiu para este. E decidi separa-los por temas distintos.
Neste final de ano andei a reflectir sobre o passado e o futuro. E para esse futuro o mais natural é termos desejos, pois sem eles não vamos a lado nenhum.
E acho que devemos ser ambiciosos nos nossos desejos. Temos que pensar em alto. Não nos deixarmos conformar com o que temos. Pois só isso faz com que exigimos o máximo de nós. Mas atenção que ambição não é o mesmo que ganância. Por um milhão de euros eu sou feliz, mas por 100 mil sou eu e uma população inteira de um país africano felizes. Temos que querer crescer como pessoa, connosco próprio e para com os outros. Há que saber respeitar o próximo para ser respeitado. O dar e receber.
Eu acredito que o mundo é feito de um equilíbrio extremo. E para todo o equilíbrio tem que existir duas partes: um par e um impar, um mais e um menos, 0 ou 1, macho ou fêmea. O dar e o receber. Em que os dois não necessitam de acontecer na mesma altura, pois se existe equilíbrio também existe desequilíbrio. Mas no fim o equilíbrio prevalece. Por isso eu acho que se damos hoje, mais cedo ou mais tarde havemos de receber em troca. Trocando de palavras, se eu fizer um bem hoje depois serei recompensado. Num plano mais teológico, Deus há de me recompensar com o bem praticado.
E destas palavras não se pense que fazer um mal origina receber um bem. Pois nesta frase há dois conceitos, 4 partes: fazer e receber, o mal e o bem, o que na sua conjunção não dá um equilíbrio. Onde fazemos um mal e recebemos um mal ou fazemos um mal e fazemos um bem. São ambos equilíbrios, mas do meu ponto de vista são negativos e sem ambição. Soa ao exemplo de um arbitro de futebol que comete um erro de arbitragem contra uma equipa, mas para não a prejudicar, acabar por aceitar um segundo erro contra a outra equipa. Equilibra as contas, mas no fundo o que acontece é o arbitro errar duas vezes. Aceitável? acho que não, lá porque alguém nos rouba, não quer dizer que devemos roubar alguém. Errar é humano e o arbitro é humano como todos nós. Quem nunca pecou que atire a primeira pedra. O ajuste há que vir naturalmente. De uma forma ou de outra.
Contudo há que relembrar que para receber temos que estender a mão. Ou seja, também não devemos ficar à espera que as coisas nos caem no colo, mas saber criar a oportunidade para que o equilíbrio aconteça. Não vamos desejar marcar um grande golo se nunca chegarmos a chutar à baliza.
Por isso a premissa para o novo ano será aceitar o próximo como ele é, aceitar os seus erros tal como os nossos deverão ser aceites. Não exigir nada, mas dar tudo. Pois no fim, com atitude, tudo se irá compor.

O antes e o depois

Estamos no final do ano e muitos são aqueles que fazem projectos para o futuro. Definem metas para este novo ano. O que eu vou fazer e não fazer com o tempo que tenho e não tenho.
Também nesta altura se revêm nos media os acontecimentos que passaram este ano. Os melhores e os piores momentos. E nós? reflectimos sobre o que fizemos este ano? tivemos bem ou tivemos mal? Ou será que fizemos isso há uma semana atrás na expectativas das prendas do Pai Natal? fomos bons meninos?:)
Mas para planear o nosso futuro, há que pensar no passado, saber aprender com o que fizemos bem e corrigir o que esteve mal. Saber tirar e estudar bem a lição. Uma reflexão sobre o nosso tempo. Não podemos corrigir o passado mas podemos rescrever o futuro.
Não devemos ficar colados com o passado. E se em vez aquilo fosse o outro agora seria assim? E se não fosse como foi então...? E se...? E se...? E se... A verdade é que o passado não vai mesmo mudar por mais que possamos desejar. Há que olhar em frente e dizer: Isto foi assim, agora terá que ser assado. As situações não se repetem, por isso aprender com o passado não é gravar e rescrever a situação para que no futuro possa ser diferente. Mas deviamos estudar a situação e tirar conclusões. Exactamente o que mesmo que devia acontecer na escola ou universidade. Ao contrário de decorar os passos da solução (mecanizar), temos que entender o problema e entender a solução (estudar). Se o problema varia de A para B os passos são outros, a solução é a mesma. E se o estudo fizer mesmo lógica, mais facilmente nos recordamos dessa lógica do que a memória gravada. Tal como um computador, suponho que o nosso cérebro, se comportará como uma memória Ram, que quanto mais informação conter, mais lento funcionará. E não será difícil entender que uma recordação ocupa mais do que a própria lógica.
Então há que estudar o passado para traçar o futuro. Não faz sentido dizermos que estamos presos ao presente, pois o tempo avança, quer a gente queira ou não. Temos é que decidir o que fazer com ele.