No outro dia o Jerónimo de Sousa veio criticar o PS e o PSD pelo seu dramatismo para chegarem a um acordo para aprovação do orçamento de Estado. E falou sobre o desperdício do uso de papel, das fotografias, dos meios sociais, etc. Tantos gastos para nada.
No mesmo sentido, vão os apelos feitos por exemplo para se tentar evitar imprimir coisas que não precisam necessariamente de estar impressas.
Mas já pensaram que se deixarmos de imprimir. Deixa haver a necessidade de se produzir impressoras e há gente que vai para o desemprego. Deixa de ser necessário produzir papel. Logo empresas de papel também param, tal como quem abate as árvores. Mesmo pensando que vamos reciclar todo o papel. Se não se usa, não há necessidade de reciclar. Aumenta o fundo do desemprego. E o ciclo é fechado se pensarmos que mesmo que queiramos reciclar o papel, se não há quem o use, que foi a suposição original, então deixa de existir matéria prima para reciclar. Há todo um ciclo da reciclagem do papel que se ninguém consumir, então não há nada. Menos trabalho, maior desemprego.
Não digo que afinal devemos imprimir tudo e mais alguma coisa. Mas podemos pensar também que se não há consumo, a economia pára e há mais gente no desemprego.
Também não vou dizer que devemos consumir à maluca. Claro que não, até porque sempre digo e volto a dizer que os extremos nunca são solução. Mas para que a economia não pare, é necessário consumir.
Contudo consumir dentro das nossas possibilidades. Pois nos últimos anos, Portugal tem consumido muito à base de créditos. E os bancos têm crescido e lucrado às nossas custas. Aqueles que foram os culpados da crise actual...
Mas voltando ao exemplo inicial, e não querendo ser mal interpretado, também concordo que o PS e o PSD fazem "troça" de nós ao andarem aqui para a frente e para trás, numa autentica novela sobre o orçamento de estado. Estão a dar trabalho à comunicação social? Sobre isso penso que eles bem podem e deviam sobreviver sem estes pobres espectáculos.
domingo, 31 de outubro de 2010
Dramatismo do orçamento
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Daniel aka DnlCY
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sábado, 24 de janeiro de 2009
O conceito Re
Cada vez mais as pessoas têm a consciência que a modo de vida da nossa sociedade estava a levar-nos ao fim do planeta Terra, transforma-lo num espaço não habitável. E cada vez mais nos consciencializamos para questões ambientais. Por exemplo, nesta semana houve algumas formações sobre a nova politica de ambiente na minha empresa.
Está cada vez mais em voga os 3 R's: Reduzir, Reutilizar, Reciclar. E ainda bem, pois o mundo bem precisa disso.
Mas eu acho que a ideia devia ir mais à frente. Um conceito do Re. Reduzir, Reutilizar, Reciclar, Refazer, Reabilitar, Reestruturar, Recriar, Reescrever, Reorganizar, Remover, Reajustar, Remexer, Recalcular, Repensar, Relaxar, Respeitar, Receber e Responder, Reensinar, Responsabilizar, etc.
Basicamente é um conceito de repetir algo, de usar/fazer/olhar/[qualquer outro verbo] mais do que uma vez. Utilizar de outra maneira, mais produtivo, mais eficiente. Mas também é um conceito de reduzir, de não usar se não for necessário, o de evitar o excesso. E utilizar o que já existe.
Contudo o conceito Re não se deve restringir só ao mundo físico, mas também deve abranger o espiritual, o nosso interior e bem estar, a interacção humana. O relaxar mentalmente e fisicamente. O respeitar os outros, a natureza, o nosso envolvente. O responder para que haja um feedback na comunicação ou de dar em troca.
A vida que levamos é influenciada pela nossa paz de espírito, estado de humor. Evitavam-se guerras, tal como acabou de acontecer no Médio Oriente, ou tal como uma disputa por um simples lugar de estacionamento.
Só assim é que conseguimos deixar um mundo melhor para o renascer da vida.
Autor
Daniel aka DnlCY
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sexta-feira, 4 de julho de 2008
Construir para conquistar
O nosso planeta está cada vez mais instável. E por isso cada vez mais assistimos situações de cheias, de terramotos, de furações, de incêndios, etc.
É incrível a facilidade com que se destrói o que o humano constrói em anos. Seja destruição natural ou humana.
Imaginem o trabalho, o esforço, o tempo e a energia gasta para construir uma ponte a ligar duas vilas da terrinha. E depois basta uns meros segundos para o mandar ir a baixo. Um estalar de dedos.
Ou de um ponto de vista quotidiano, quem é que já construiu um castelo de cartas? o tempo e o cuidado despendido para empilhar uma serie de cartas. No fim o prazer de tarefa cumprida e satisfação de realização. Depois, em uma questão de segundos, todo esse esforço se desmorona com um mínimo esforço.
Destruir é fácil. Construir é que dá trabalho, é o que tem realmente valor.
É por isso que muitas vezes custa-me deitar fora o quer que seja. Não por ser materialista. Pelo contrário, tento ser o menos possível. Mas acabo por guardar muita coisa, pois custa aplicar aquela teoria do "usar e deitar fora". Numa sociedade consumista de hoje em dia, e com os produtos de baixo preço vindos do oriente, cada vez é mais utilizado essa máxima. Ignorando ainda o conceito de reciclagem. Não basta estar na moda reciclar, é preciso compreender a sua funcionalidade.
E é desse ponto de vista de reciclagem que aceito com agrado a destruição. É o reconstruir, o renascer.
Claramente sou a favor da construção em vez da destruição. Mesmo nas relações inter pessoais há que ser construtivo e nunca destrutivo. Rebaixar o outro só nos leva a rebaixar também. E a cima de tudo não nos leva a lado nenhum. Há que crescer em vez de piorar. Comparar-nos com os melhores para evoluir e sermos melhores.
Conquistar o nosso direito de viver neste planeta e construir um futuro melhor.
Autor
Daniel aka DnlCY
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