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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Crónicas de um telemóvel...ou de uma televisão?

Hoje chegou ao fim a história de um telemóvel único, até nos episódios que proporcionou.
Há pouco mais de 10 meses atrás, eu oferecia a mim próprio mais uma prenda de anos:) Depois de largar o tijolo do HTC no ano anterior, e recuperado dois Nokias, em Março último decidi passar para o dual sim e transportar um único telemóvel. E então a escolha recaiu sobre o ZTC S680.
Um telemóvel de marca portuguesa, que é sempre de louvar independentemente de quem estão a copiar ou não. Provavelmente o dual sim mais pequeno no mercado, uma das características que mais me atraiu. E claro o facto de poder ter televisão no telemóvel. Sim, o ZTC S680, à semelhança de outros telemóveis da marca, tem a possibilidade de estender uma antena e captar o sinal analógico da televisão. E até costumava apanhar bastante bem o sinal:D
O problema é que os pontos positivos terminavam ai. E começam os pontos negativos.
O teclado é mau. O software é péssimo. Escrita inteligente? só se for de rato. Vá lá que a meio do verão lá lançaram um upgrade de software e ai a coisa melhorou de rato para macaco:)
E depois revelou-se ser um telemóvel cheio de problemas, nunca um telemóvel ou outro dispositivo me levou tantas vezes à assistência técnica.
Logo no início tinha um defeito qualquer que o levava a perder o contacto com o cartão Sim e dizia que não tinha nenhum cartão. Pior era quando isso acontecia durante uma chamada:s
Então logo no início fiquei com dúvidas se tinha feito uma boa compra ou não. 
Curiosamente, uma das condicionantes na compra do telemóvel, foi que o serviço de satisfação de 15 dias não se aplicava, coincidência ou não. Solução? só poderia trocar para outro se houvesse algum defeito que obrigasse a troca do mesmo. 
Então agarrei-me ao defeito na detecção do cartão para poder trocar de telemóvel. A dificuldade é que não era um defeito constante e padronizado. Por isso, ainda deu algum trabalho para provar que o problema existia à assistência técnica. Trabalho esse que de certa forma foi inglório. É verdade que eles tiveram que reconhecer que seria necessário trocar o equipamento. Contudo tinha que ser para outro igual:D Pois a capa já se encontrava riscada e seria com ela que teria que me manter. Bah!
Lá me conformei a ficar com o telemóvel, até porque a sua pequenez para um dual sim é realmente prático:)
O que não foi prático, foi um dos botões de navegação ter deixado de funcionar. E pior ainda foi o seu último erro: eu recebia mensagens, mas o telemóvel não acusava. Tinha que desligar e ligar o mesmo para que aparecesse a dita mensagem. Cheguei a estar durante alguns dias sempre a ligar e desligar o telemóvel à espera de receber algum sms:s
Enfim, lá entreguei outra vez o telemóvel para arranjo. Mais umas quantas idas à assistência técnica. Mais umas quantas chatices e horas gastas.
A coisa estava a ficar tão negra, ao ponto de me avisarem para ir buscar o telemóvel arranjado, e quando o recebo e tento liga-lo, nada. O telemóvel veio do arranjo ainda pior do que o entreguei. Simplesmente não ligava. Solução: reabertura do processo e reenvio para reparação novamente.
E com tudo isto, eu já dizia para mim próprio e não só, que estávamos a falar de lixo. Tanto eram os problemas que mesmo que voltasse arranjado, eu o poria de parte e novos planos estavam a ser traçados para receber um novo telemóvel no natal:D
Não estava era a contar que viesse mais uma prenda de natal antecipada.
Não é que o telemóvel é tão mau que nunca mais voltou? O serviço de reparação tem 30 dias para processar à reparação do mesmo, senão há direito a reembolso. E não é que passados 31 dias e todos os limites temporais, o telemóvel realmente nunca mais deu sinal de vida.
Ou seja, hoje acabei de ser reembolsado com o valor original do telemóvel. Hoje finalmente vi-me livre do mesmo para sempre. Um telemóvel que por ser tão mau passou de lixo a reembolso.
Hoje finalmente há final feliz sobre a compra de um ZTC S680!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Numa esplanada perto de si.

Hoje e agora vai ser momento histórico. Vai sair o primeiro de muitos posts do meu novo eeepc:) Vinha eu na semana passada de uma frustante oktoberfest à portuguesa e decidi virar em direcção ao Colombo. Só sai de lá com este bebé nas mãos:) Sim, bebé pois é minusculo. Optimo transportar para qualquer lado. Duração de bateria parece rondar as 8h com uma utilização normal, se bem que o fabricante fale em 10,5h. Não frisam é que são valores recolhidos no seu mundo perfeito. Só não dá para uma coisa... trabalhar. Fogo.... que pena... ou não:)
Mas sendo assim, vou poder escrever post muito facilmente e em qualquer lado. Só me falta mesmo arranjar uma ligação wireless 3G e fico 100% móvel. A partir de agora não se surpreendam se alguma vez me encontrarem na esplanada da Brasileira a escrever sobre os meus pensamentos e a vida. A observar os transeuntes e os seus comportamentos.
Isto é uma das coisas que me dá prazer fazer. Não é tentar entender a vida humana nem o seu comportamento. A sua complexidade é enorme, as variaveis são infinitas e os resultados imprevisíveis. Não digo que não se possa tentar.Até porque há pouco tempo mandei vir um livro que se intitula: "Predictably Irrational - The Hidden Forces That Shape Our Decisions" de Dan Ariely. Quando acabar de o ler prometo escrever sobre ele:) Mas uma coisa temos que ter em mente logo à partida, nunca saberemos tudo.
O meu focus não é mesmo entender, mas simplesmente observar a vida. Ela tem tanto de belo como de perfeito. O modo simples como um transeunte passa descontraidamente uma passagem de peões. Como um grupo de amigos se divertem às gargalhadas. Ou como elas olham para eles e vice-versa. É simplesmente vida.
Com a crise toda que atravessamos, com os problemas emocionais e não emocionais. Acho que nos falta momentos de sossego e viver simplesmente a vida. Fora de preocupações e problemas. Só cá estaremos uma vez. Só vivemos o momento uma vez.
Não deixem de aproveitar as oportunidades.

domingo, 30 de novembro de 2008

Back to Jeri


Nordeste brasileiro, vila mínima mas calorosa. A quilómetros de distância da civilização. Um paraíso isolado do mundo e dos problemas que nos assolam diariamente. Ferias são mesmo assim.
O vento, o bem sagrado, é excelente. Condições de sonho para a prática de windsurf. Paisagens de morrer por mais. Calor de arrasar.
Chama-se Jericoacoara. Uma das praias mais belas do mundo.

domingo, 28 de setembro de 2008

Duas faces da mesma moeda

Cara ou Coroa. 0 ou 1. Aberto ou Fechado. Positivo ou Negativo. Bem ou Mal. Alto ou Baixo. Sim ou Não.
Tudo na vida tem duas faces da mesma moeda. Tudo depende de como a vemos e a encaramos.
No nosso dia-a-dia somos influenciados pelo meio que nos rodeia. E inúmeros são aqueles que se queixam do azar disto ou a sorte daquilo. Que a vida corre mal e só existem problemas.
Mas na verdade é tudo uma questão de perspectiva. Os problemas são problemas se os encararmos como tal. Um problema facilmente pode ser visto como uma oportunidade para melhorar.
Exemplo prático: Um condutor é apanhado pela polícia em excesso de velocidade na autoestrada. Mas que grande maçada, para além de chegar atrasado à sua meeting ainda vai ter que desembolsar algum. Isto de um ponto de vista negativo. Pois se pensarmos positivamente o que realmente aconteceu foi: o risco de acidente diminuiu (não há destruição) tal como a probabilidade de perda de vidas humanas. Além disso justificou-se o dinheiro gasto para empregar um ou mais polícias que de outra forma iriam engrossar a lista de desempregados no país. Já para não falar que ajudamos a diminuir o défice. E o condutor aproveita a oportunidade para apreender a gerir melhor o seu tempo e ter mais cuidado com a condução. Só coisas boas para um mundo melhor:)
Óbvio que neste exemplo entrei um pouco no gozo, mas é verdade que o modo com que encaramos as coisas influência positivamente ou negativamente a nossa vida. Deixamo-nos afectar mais pelos pontos negativos do que os positivos, e é por isso que nos leva a queixar do mal que nos rodeia. Da vida que levamos, nunca estamos satisfeitos. E se continuarmos a olhar só para os pontos negativos, nunca iremos estar satisfeitos. O que, pensando positivamente, não é necessariamente uma coisa má. O estar insatisfeito levamos a querer mais e a tentar crescer e melhorar.
Um último exemplo e com esta me vou:
Eu não sou o homem mais rico do mundo, longe disso. Mas mais longe estou do mais pobre.