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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Sheng Dan Kuai Le, 2011 Xin Nian Hao!


Desejo-vos as melhores felicidades nesta jornada festiva entre almoços e jantares de reencontro e união entre amigos e familiares.
E que o futuro que nos espera seja repleta de coisas boas. Seja um ano cheio de solidariedade e comunicação
Tempos difíceis aproximam-se, e ser solidário é a melhor forma de ajudar o próximo e a nós mesmos. Não custa nada ajudar. Este ano tenho colaborado com a CASA, e nota-se que há uma maior vontade de ajudar por parte daqueles que menos têm. Talvez porque sabem o quanto difícil tem sido os nossos tempos. Mas independentemente disso, no fundo, se todos ajudarem uns aos outros, significa que alguém acaba por nos ajudar também. Win-win situation:)
E comuniquem por favor. Eu sou da opinião de que uma das razões de tantos conflitos a nível mundial como a nível particular é porque as pessoas não comunicam. Não expressam a verdade, e tentam encobrir a realidade. Seja por vergonha das nossas falhas, seja por interesse pessoal, seja por que razão seja. Como é possível tomarmos as melhores opções e darmos a melhor opinião e julgamento se não temos posse de todos os factos? Se vivemos numa realidade falsa ou incompleta. A troca de informação tem muito valor. E mais do que saber falar e passar informação é saber escutar. Galinhas há muitos. Mas a comunicação é sempre feita de uma ligação entre dois pontos.
Tal como em todas as relações há sempre dois pontos. Entre família, entre amigos, até entre desconhecidos. Vivemos todos no mesmo espaço. Convivemos e habitamos as mesmas vidas. Felicidades para todos nós!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Estamos em crise ou não?

Afinal o país está em crise ou não?
Hoje o Presidente da República promulgou o novo PEC. Mais impostos, mais reduções, mais taxas. Tudo o que desejámos, quando engolimos 12 passas enquanto saltávamos só com um pé de uma cadeira, se está a concretizar...ou não:S
Mas uma coisa não dispensamos. Festas e diversão.
Prova disso é que este fim-de-semana que passou houve o Sumol Summer Fest com dois dias de casa cheia. E o Optimus Alive aproxima-se com bilhetes esgotados.
Haja dinheiro para tudo.
Depois se há coisa mais importante que tudo o resto é o futebol. Estamos em pleno campeonato do mundo e mais logo Portugal joga contra a Espanha para os oitavos-de-final. Felizmente para a produtividade do país o jogo acontece as 19h30. Onde a maioria da população já está fora do seu horário laboral. Mas os três jogos anteriores da fase de grupos não teve o mesmo horário. E o povinho deixou de ver o jogo para cumprir com as suas obrigações profissionais? Não me parece. Quantos de nós fez um almoço tardio e mais prolongado? Quantos de nós, fez um intervalo para café maior que o normal? Quantos de nós reajustou horários para ter duas horas livres a meio do dia? Quantos de nós evitou reuniões, consultas ou marcações nas horas críticas?
Pois é, nem todos ligam a futebol, nem todos invertem prioridades. Mas acreditem que a maioria dos portugueses não descola da televisão para ver uma selecção que nem agrada a gregos nem a troianos.
Eu adoro futebol, não se enganem, principalmente jogar futebol. Mas tento não levar uma vida em volta do futebol. Há coisas mais importantes, como viver a própria vida. Podemos ficar felizes, ou não, ao ver um jogo. Mas é só isso. A nossa vida não se rege por um jogo que outros estão a jogar. Não temos qualquer influência sobre o resultado final. Por isso a sua importância tem uma verdade limitada.
Se bem que há um poder no futebol e no desporto colectivo em geral de se tirar o chapéu. Para além de fazer bem a prática de desporto, o mesmo também promove o convívio e interacção entre as pessoas. A nível pessoal, quantas pessoas eu já conheci através de jogos de futebol? Inúmeras. A um nível global, o filme Invictus, que retrata parte da vida de Nelson Mandela e o rugby na África do Sul, é só um exemplo de união entre povos opostos.
E o facto de haver tanta gente a mover montanhas para ver um jogo, mesmo aqueles que não costumam ligar ao futebol, penso que seja porque simplesmente toda a gente vê o jogo. O humano é um ser de sociedade, como tal comporta-se de maneira semelhante. E quem foge do padrão deixa de se encaixar. Ficamos fora de jogo se não soubermos como correu o encontro que toda a gente fala.
Contudo a questão de fundo penso que se prende com a crise em si. Estamos todos em crise, mas não deixamos de festejar e divertir. O país pára em busca de uma felicidade desconhecida. E isso entende-se porque temos necessidade de procurar sermos felizes. E se a nossa vida diária não nos fornece isso. Então temos que compensar com outras actividades ou outras vivências, custe o que custar.
O problema é que provavelmente não estamos a investir num futuro feliz, mas só num presente risonho. E com isso a crise vai demorar a passar.
Não digo que tenha a solução dos nossos problemas, até porque sou capaz de ser dos primeiros a gastar. Mas aqui fica o meu pensamento para reflexão.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Amigo feliz e contente.

Mais uma semana que passou. Esta com a particularidade de ter sido cheio de aniversários e aniversariantes:)
Cada vez estamos mais velhos. Mas a cada dia que passa crescemos mais. Estamos mais maduros. Mais experientes. Vemos as coisas com outros olhos. As cicatrizes do passado alertam-nos dos perigos do futuro. As memórias delineiam os nossos sonhos e desejos.
E o que eu desejo essencialmente é a felicidade de toda a gente. Utópico, é um facto. E infelizmente a natureza não tem dado tréguas. Mas pelo menos tentar influenciar positivamente aqueles que nos rodeiam.
Não é a primeira vez que digo isto, mas o simples facto de ver a felicidade de alguém, deixa-me feliz e contente.
É por isso que gosto de organizar eventos, jantares, encontros, actividades. No intuito de juntar amigos e familiares, numa grande festa de vida e de interacção humana, que é a essência da nossa existência.
E ter juntado no mesmo espaço quase 70 pessoas de vários aspectos da minha vida foi uma experiência única e certamente para repetir. Sejam família, amigos de infância, amigos de escola, amigos de universidade, amigos do windsurf, amigos de trabalho, ou simplesmente amigos. Eu fui simplesmente a desculpa para tal encontro que levou a diversão, entretenimento, sorrisos, reencontros, conversas. Só tenho pena que o tempo tenha sido escasso e que não seja omnipresente em todas as conversas. Porque apesar de ser o centro, a minha importância e intervenção em cada uma das relações e interacções foi mínima.
Mas no fundo, o verdadeiro objectivo fica cumprido. Não é por mim que o faço. É por aqueles que amo. Que se divertiram, que riram, que saíram mais felizes do que entraram. Que possam dizer que durante aquelas horas das suas vidas foram felizes e contentes, e que não deram por mal empregue o tempo que passou.
A felicidade procura-se, a felicidade proporciona-se, a felicidade vive-se.
E se um brinde tenho que fazer, não será a mim, mas sim a todos os meus amigos. Pois apesar de todos os males que padece a minha vida. Se há coisa que não me posso queixar é dos excelentes amigos que me rodeiam.
Por isso, à vossa!:D

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A tocar o céu.

Antes de mais devo um pedido de desculpa para quem leu o meu último post e não tenha achado piada nenhuma:) Mas tranquilos, eu estou aqui para viver a vida:D
É por isso que este fim-de-semana estou em Trás-os-Montes. Tal como o ano passado, na época do Carnaval, a festejar com os Caretos de Podence:)
E se a semana passada estava ao nível do rio com um excelente sol e uma refrescante brisa marítima. Agora estou ao nível das nuvens, algures perdido numa serra com temperaturas negativas e um vento de gelar. Só não está a nevar porque não há humidade para tal, mas mesmo assim encontra-se pequenos bocados de neve em meu redor:) Mais uma vez, um ambiente super calmo e tranquilo. Natureza pura e deslumbrante. Uma vista de regalar os olhos.

Incrível a natureza que o nosso país nos dá. Não é preciso ir para fora. Não é preciso pagar milhões. Numa viagem pelo país rural podemos encontrar coisas simples que podem ter um grande significado cultural e humano. Não precisamos de complicar a vida. Basta apreciar as pequenas coisas. Um sorriso, um olhar, uma expressão. A tranquilidade de uma aldeia rural.


A beleza da natureza em vales, montes ou serras. Aqui podemos fechar os olhos e esquecer os problemas por uns momentos. Nada nos perturba. Nada nos chateia.
Depois, apesar do frio de rachar, o calor humano de um povo simples e honesto. A facilidade com que se troca conhecimento com desconhecidos. Toda a gente se conhece, toda gente se vê. A origem de todos nós é longínquo, mas todos temos em comum o prazer pela vida e pela descoberta de coisas novas. Podemos vir todos de culturas, de hábitos, de costumes, de vivências, de visões diferentes, mas no fundo todos pretendemos o mesmo: Felicidade.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Meaning of life

Depois da tempestade vem a bonança. O velho ditado lança nos um repto de esperança. Quando batemos no fundo não haverá outro caminho a tomar que não o de subir.

Já me disseram que eu tenho uma visão sombria sobre o sentido da vida cá na Terra. Nada a ver com o filme cómico dos Monty Python. Mas como tudo vida, tudo depende do ponto de vista de observação. Não sei, digam-me vocês.
Basicamente, afirmando francamente e friamente, nós estamos cá nesta vida humana para sofrer.
Agora o porquê e o modo de interpretar tais palavras.
Quando é que sentes mais falta de alguma coisa? Quando não a tens. Tão simples quanto isso.
Eu acredito que depois desta vida podemos atingir a felicidade eterna no céu. Mas para isso é necessário saber valorizar a felicidade. Como é que a da-mos valor? Quando não a temos. Ou seja, quando estamos em baixo, quando estamos a passar por um mau bocado, quando somos infelizes. Só assim sentimos falta da felicidade e a da-mos valor. É o abc da economia, quanto maior for a procura, maior será o seu valor.
Agora a questão será: o que nos faz feliz? Do que é que necessitamos e não temos? Tal como os gostos, que não se discutem, o que nos trás felicidade difere de pessoa para pessoa. Depende das nossas necessidades, das nossas ambições, das nossas expectativas, dos nossos sonhos, dos nossos limites. E onde o limite social toma peça essencial. Não é difícil de imaginar que as ambições de quem nasce numa sociedade ocidental é diferente para quem nasce num país africano subnutrido.
Já o disse noutras ocasiões, mas no meu caso essencialmente o que me faz feliz é ver o próximo feliz. Só esse simples facto já me deixa satisfeito.

Não quero com isto dizer que devemos procurar ser infelizes e desistir. Antes pelo contrário. Até porque não sentimos falta de uma coisa pela ausência da mesma, mas porque a queremos não a conseguimos ter.
Para além disso, é nos piores momentos que mais exigimos de nós próprios, e onde podemos crescer mais. É na batalha contra o mal que se forjam os grandes homens. Não evoluímos se ficarmos sentados debaixo da bananeira. Se tivermos tudo oferecido numa bandeja não aprendemos. Temos que ir a baixo e aprender a subir.
Ir ao fundo. Ao bater no fundo podemos imaginar que estamos na raiz, a descobrir os conceitos básicos da vida para reconstruir um futuro melhor. Olhamos de baixo para cima e traçamos metas sobre uma visão global e completa. Pois do chão só podemos olhar para cima. Mas se subirmos uns degraus, passamos a ter duas visões, para cima ou para baixo. E nunca conseguiremos observar para onde vamos, se para cima ou para baixo, simultaneamente. Por isso, ao bater no fundo, dá-nos a oportunidade única de repensar e analisar correctamente o futuro onde o céu é o limite. A felicidade eterna.

Faz praticamente uma semana que a terra tremeu sobre o pobre povo do Haiti. Não pára de passar na televisão notícias de sofrimento e de tristeza. Sem água, sem comida, sem as condições mínimas de vida. Feridos amontoam-se nos hospitais improvisados.
Mas por outro lado é nestes ambientes que encontramos o altruísmo extremo. Gente que abdica da sua rotina diária para salvar e ajudar aqueles que mais precisam. Sejam por ócios do ofício ou por vontade própria de um voluntário. O prazer de ajudar sem pedir nada em troca. Basta ver um sorriso genuíno de felicidade de outra pessoa.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Expectativas

Expectativas.
Nós sonhamos com voos altos. Imaginamos cenários magníficos. Esperamos pelo melhor. Desejamos finais felizes.
E assim o Homem cresceu, destacou-se dos demais seres vivos. Não nos limitámos ao que éramos, mas desejamos sempre mais e melhor. Assim crescemos, assim vivemos.
Mas nós não temos controlo total das nossas vidas e tudo o que nos rodeia. Assim temos obstáculos, assim temos desilusões, assim temos tristeza e infelicidade. Nem sempre pudemos ter o que queremos. E quanto mais alto sonharmos, maior poderá ser a queda. A ambição cega-nos do abismo que temos pela frente.

Expectativas.
É bom esperar pelo melhor, sonhar com a felicidade. Ter esperança por um mundo melhor. O nosso mundo. Mas não podemos esquecer o plano B. Temos que saber esperar pelo pior. Preparar o para-quedas para que nos salvemos dos imprevistos e indesejáveis.
Onde há bom, também poderá haver o mal.
A verdade é que devo confessar que este final de ano não está a correr tão bem como poderia imaginar. Seja por azar, seja por livre-arbitro, seja por erro.

Expectativas
Algumas situações mais pessoais de que outras, deixem me contar o meu azar na véspera de Natal. O azar não foi ter que ir trabalhar num dia onde quase toda a gente descansa. Manhã cedo parto um dente. O que há a fazer? Procurar um dentista que me atenda. Pior dia do ano não poderia calhar. Como quase toda a gente descansa, não consigo recorrer aos normais serviços de urgência. E assim me revejo numa encruzilhada à procura de um doutor. Pior ainda é o país que vivemos. Telefonei para a CUF das Descobertas e dentistas nem vê-los. Por sugestão, percorro a lista telefónica dos restantes hospitais da CUF. E lá encontro o de Infante Santo, que por telefone garantem-me um serviço 24h sempre disponível. Tais expectativas deixam-me despreocupado, ao ponto de só ir resolver a minha vida dentária depois da hora de almoço. Mas não imaginava que só nessa altura é que a grande aventura iria começar. Chegando à CUF de Infante Santo, afinal não há urgência de estomatologia, só consultas. E aconselham-me S. José. Se calhar percebi mal, mas eles não deviam estar a fazer referência ao Hospital, mas sim ao próprio Santo. Pois ainda na CUF, eles telefonaram para S. José e confirmaram a existência de urgência para o meu caso. Mas chegado ao ponto de destino, mais uma vez a resposta é diferente e negativa. O conselho passou para o Hospital Santa Maria, mas desta vez não me dão garantias. Que expectativas tinha eu desta vez? nulas. Ao ponto de mudar de estratégia e passar ao plano B. Consultar a Dr. Laura:) As primeiras indicações passaram por visitar uma clínica em Almirante Reis. Destino mais perto e acolhedor que a alternativa. Mas este encontrava-se fechada, tal como mil e uma outras clínicas. Por isso, o destino final passou mesmo pelo Dental Group no Dolce Vita Tejo onde a doutora trabalha. Foi me tratado de tudo, desde o aviso de chegada à escolha do médico. Devo afirmar que fiquei impressionado pela positiva. É verdade que não encontrei o luxo e a tecnologia de outras clínicas. Mas encontrei os mesmos serviços básicos que tanto necessitava. Foi bem recebido, trataram-me do dente, paguei e está feito. Simples, rápido e eficaz. Um grande obrigado amiga Laura:D

Expectativas
Apesar de um final feliz, lá se foi um tarde "livre" de descanso e relaxamento, que se tornou num dia para esquecer, cansativo, enervante, desiludido por um País que não soube disponibilizar um serviço básico a um cidadão cumpridor das suas responsabilidades, numa das minhas muitas infelizes histórias destes últimos dias:(

Expectativas
Acho que um "retiro" em Bejar me fará bem para o recomeço de um novo ano:)
E assim esperar por melhores ventos em 2010...lá nos vemos.

domingo, 10 de maio de 2009

Trio d'Ataque: O casamento.

Hoje chove em todo o país. Mas ontem enquanto chovia em Lisboa, no Porto encomendava-se sol. O protocolo assim o exigia.
Quem? Gente bonita vestida a condizer.
Onde? N41,22045º W8.61261º
Quando? 9 de Maio de 2009
Porquê? Casamento de gente importante.

Um casamento dura tipicamente entre 8 a 10 horas. Durante essas horas muita coisa acontece. Mas muita coisa acontece antes e depois deste particular período das nossas vidas.
Antes, há toda uma preocupação de se organizar as 8 a 10 horas perfeitas. Escolhe-se local da celebração do matrimónio, seja ele religioso ou não. Visita-se quintas e experimenta-se ementas. Escolhe-se convidados e convidadas. Prepara-se convites e road-book. Arranja-se fatos e gravatas. Faz-se a manicure e pedicure.
No depois, espera-se uma vida a dois que se poderá tornar a 3. Ou a 4, ou a 5. Se forem gémeos saltamos 1 ou mais números:)
Nas horas que contam ser perfeitas, como tudo na vida nem tudo corre como planeado.
Gente que se perde no caminho, gente a mais, gente a menos. Comida a mais, comida a menos. Horários encurtados ou alargados. Uma das coisas mais difíceis de planear num casamento é mesmo a organização das mesas. Infelizmente não é praticável encaixar toda gente na mesma mesa, e por isso é necessário dividir para conquistar. Mas infelizmente é impossível agradar a gregos e troianos. E no final há sempre alguém que sai frustrado.
Mas o que nos torna únicos é mesmo a maneira como sabemos lidar com os imprevistos. Com o que não sonhamos nem planeamos. Nada corre como idealizamos, seja para bem ou para mal. É preciso é saber encarar obstáculos com optimismo. Pois se nos "portamos bem" as coisas hão de correr pelo melhor.
Mas independentemente do planeado, nada ou quase nada impede que haja sorrisos tridentes perante cameras cintilantes. Passos de dança com jeito ou menos jeito. Passeios e beijos ao luar. Palavras e conversas trocadas. E comida para alimentar um batalhão inteiro. Desde cocktail, aperitivos, entradas, prato de peixe, prato de carne, sobremesa, bolos, fruta, mesa de queijos e uma ceia de tudo um pouco. Claro está, tudo regado por vinho branco ou tinto, água ou sumos, inhas ou oscares, no fundo tudo o que o bar servir.
No fundo não há preço para testemunhar a felicidade de dois pombinhos e sus muchachos y muchachas de la vida numa ocasião tão especial.

Parabéns ao novo casal Maria Eugénia "Geninha" e Rui... Miguel. Quem?!
Será que fui ao casamento errado? Ou foi efeito Queima da noite anterior? que o digam os muchachos do gurosan :D
Mas claro que sei quem são.
Desde que um lisboeta e uma tripeira se conheceram durante a geração mIRC. Desde que um trio que afinal era quarteto se atreveu a conhecer uns quantos alfacinhas.
Volvidos vários anos de histórias para contar (curiosamente uma delas está presente neste blog desde o primeiro dia), finalmente há casamento.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Prazer ou Felicidade?

Diria que ambos os casos são capazes de nos provocar um sorriso na boca. Diz-se que sorrir faz bem à saúde.
Mas haverá um melhor que o outro? Do tipo: o leite de soja é melhor que o leite de vaca? Um tem o cálcio que o outro não tem, mas há quem diga que é indigesto ao corpo humano.
Na minha modéstia opinião, claramente existe um melhor que o outro. E já não estou a falar do leite, pois esse para mim é de soja. Prazer ou Felicidade. Naturalmente são conceitos diferentes. E pelo seu efeito positivo toda a gente os procura, mesmo em tempo de crise.

Mas diria que o prazer é uma reacção física do nosso corpo a uma sensação de bem-estar. Num mundo material que vivemos, muitos são os estímulos que nos provocam prazer. Por exemplo, comer doces ou um prato bem confeccionado. Um simples beijo. Jogar à bola ou ouvir música.
Ou seja, o prazer é algo material, volátil. Temos prazer em comer uma barra de chocolate, mas quando terminar, o prazer também termina. E por vezes o desejo por mais prazer acaba na gula por comer demais ou na ganância por ter demais. Ou por não ter pode levar-nos à inveja por quem tem. Mas por simplesmente ter, poderá ser luxúria. Facilmente enumeramos quatro dos sete pecados mortais. Aos quais podemos ainda juntar a raiva/ira por não conseguir ter ou a vaidade por conseguir ter. E facilmente associamos a preguiça ao prazer dos lençóis.
Contudo prazer não deve ser visto com um pecado. Como tudo na vida, o nosso destino é feito de escolhas. E o prazer só se torna pecado se o escolhermos para tal. Pois se não houvesse prazer no sexo o homem não se reproduzia. Ou o prazer a comer, o instinto humano não saberia que seria necessário alimentar o corpo.
Por isso, o prazer tem uma função importante na vida e sobrevivência da espécie humana, mas estando associado a algo material facilmente cai em pecado.

Por outro lado, a felicidade não é uma reacção física, mas espiritual. É um estado de espírito que não se delimita na matéria e vai muito mais além. Eu sou feliz por ser solidário para com os outros. Eu sou feliz por os meus pares se darem bem. Eu sou feliz por cumprir objectivos e ser recompensado. Eu sou feliz por ter família e por ter amigos. Eu sou feliz por participar e interagir na vida de quem mais amo, esteja onde quer que seja.
É um conceito que por não ser material nem físico também não é quantificável. Ao contrário do chocolate que ao acabar também acaba o prazer. A felicidade não termina. Poderíamos dizer que enquanto nos lembrarmos desses momentos felizes, somos felizes. E acreditando na vida eterna depois da morte, havemos de continuar felizes para sempre.
Ou não. O oposto de felicidade é a tristeza, que do mesmo modo também é um sentimento espiritual. E nós não somos felizes porque simplesmente queremos, somos porque o sentimos ou não. É por isso que é mais fácil ter prazer do que ser feliz. Pois o prazer é uma reacção das nossas acções. Mas apesar da felicidade não estar sobre o nosso domínio, pelo menos podemos escolher o destino que nos leva ao sentimento de felicidade.

Por isso, eu não procuro prazer na vida. Mas sim, ser feliz da vida.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Euromilhões

Esta semana não perca o mega, super, hiper, jackpot, extra são €130.000.000 no Euromilhões. Ou sai ou racha.

Nestas alturas toda a gente pensa no que faria com tanto dinheiro.
Quais seriam os meus pensamentos se ganhasse o Euromilhões? Viagens? Casas e mansões? Carros ou aviões?
Confiando no conceito de que dinheiro gera dinheiro, pensaria em investir para gerar mais:) Mas com os lucro não sei se os queria gastar para proveito próprio. Talvez pensaria em ajudar a própria natureza que tanto nos dá com a sua beleza e vida. E que tanto sofre com a intervenção humana.
Ou ajudar quem mais precisa e que não tem as mesmas oportunidades que nós, sociedade civilizada, temos todos os dias. Ser solidário para com os outros. Chamem-lhe altruísmo ou pura maluquice. Mas é o que realmente penso.
Será que preciso mesmo de tal riqueza para ser mais feliz? o dinheiro resolve assim tanto os nossos problemas?
Este valor não seria fruto e recompensa do meu trabalho, não haveria mérito nele.
Óbvio que o futuro só a Deus pertence e não faço destas palavras uma promessa, até porque para ganhar o Euromilhões primeiro teria que jogar:)

sábado, 30 de agosto de 2008

Back to reality

Ah pois é. Tudo o que é bom acaba.
Fim das ferias e de volta à rotina diária. Se bem que esta rotina está diferente. Com as ferias deixamos muita coisa pendente e por isso é necessário tratar durante delas quando voltamos. E já para não falar no cansaço físico que nos obriga a descansar quando regressamos. Por outro lado ganhamos novos hábitos e costumes. Pois a nossa vida de experiências não pára, tal como o tempo. Continuamos a evoluir. A grande questão será: de que modo queremos evoluir?
A minha surpresa nestas ferias foi raramente ter tocado no meu pc. E talvez por isso, nesta semana em que já estou de volta, só voltei a mexer em computadores porque o meu trabalho assim o obriga. Em casa pc's nem vê-los. Num mundo cada vez mais tecnológico, será que a minha evolução é de regressão? Distanciar-me do futuro HighTech? Ou não poderei estar realmente a evoluir para um estado tal que o que realmente conta nesta vida não se encontra na tecnologia? na própria matéria dos bits e bytes? Há um outro lado. O encontro com a paz interior. As relações interpessoais. O outro e o próximo.
Há que lembrar as nossas raízes e a própria historia do homem. Tal como o dinheiro não compra felicidade. E isso facilmente prova-se verificando que uma pessoa milionária não é necessariamente mais feliz que um pobre. Também é verdade que há uns séculos atrás, as pessoas poderiam ser tão ou mais felizes do que as são hoje em dia. Mesmo sem o acesso às tecnologias de agora. Será a geração dos jogadores de computador mais felizes que os meninos de rua? Provavelmente mais facilmente se afirmaria o contrário. Claramente me faz pensar que o que realmente nos faz feliz é alguma razão que tem durado durante os séculos. E isso é o próprio homem. As relações que há entre si. De amor, carinho, afecto. O respeito ao próximo.
Pessoalmente o que me deixa realmente realizado é poder ajudar alguém a ser mais feliz. A melhor recordação que tenho de um desses momentos foi o meu último jantar de anos. Onde tive oportunidade de juntar os meus amigos e proporcionar-lhes agradável serão. E só o simples observar dos seus rostos de felicidade me deixa feliz.
Por isso acredito que continuo a evoluir positivamente. Estas novas tecnologias não vão deixar de existir, estão aqui para ficar. E a sociedade está-se a adaptar a ela. Mas não podemos deixar de nos focalizar no que realmente interessa. E isso somos nós mesmos, filhos de Deus.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Solidariedade à Benfica

Não posso deixar de comentar o jogo que o Benfica fez hoje contra o Nürnberg, para a segunda-mão da eliminatória da taça UEFA. Para a história só ficará apontado que o Benfica empatou 2-2 na Alemanha e que ganhou 1-0 em Lisboa, garantido a passagem aos oitavos-de-final.
Mas o que se passou foi muito mais do que isso. Foi a demonstração da grandeza do glorioso.
Sensível com as emoções dos adeptos alemães, durante 90 minutos oferece-lhes uma felicidade imensa por a sua equipa poder ganhar ao glorioso e passar uma eliminatória da taça uefa, contra um dos gigantes. A equipa alemã vai mal no campeonato alemão, em zona de despromoção, os adeptos têm sofrido nos últimos tempos. Então o Benfica decidiu dar-lhes um sorriso de felicidade. Facilita-lhes na obtenção do primeiro golo e oferece o segundo, deixando o Nürnberg em vantagem. Imensa felicidade reinou entre os alemães.
Até que o minuto 90 chegou. Depois de solidariedade para com os alemães foi altura do Benfica encaixar e passar à próxima eliminatória. Em dois minutos nos descontos, o Benfica marca dois e chega ao empate no jogo e vitória na eliminatória, o destino inevitável.
Mas a história devia dizer: Num momento negro para os adeptos do Nürnberg, o Glorioso decide brindar-lhes com 90minutos de extrema felicidade e com um sorriso de outro mundo. Sempre a pensar na felicidade dos outros. Viva ao Benfica! :D