"Numa manha de nevoeiro. Junto ao rio Tejo apinhado de veleiros que se escondem na neblina. Entre o padrão dos descobrimentos e a torre de Belém. Onde simples transeuntes, simples desportista de jogging ou simples ciclistas, famílias e casais, apreciam o simples bater suave do sol com uma refrescante brisa marítima. Seja em português ou espanhol ou inglês ou chinês, o prazer e a felicidade é universal.
Ao som de I Don't Believe You (Pink), os problemas desvanecem-se quando ainda apreciamos os poucos prazeres da vida. Para mim os últimos momentos. Ignorado pelo mundo, invisível para quem passa. Aqui ponho termo à minha vida...
O nevoeiro que me cubra. O sol que me queime. A brisa que me leve.
Este mundo não estava preparado para mim."
Acho que se eu levasse o suicídio a sério, esta seria a base da minha última carta. Mas acreditem que não levo:) Devo até confessar que a escrevi mais por gozo e piada:D Que idiota. LOL.
Mesmo tendo em conta tudo o que se passa na minha vida. Por pior que possa pensar. Por mais exigente que possa ser. Por mais crítico que seja. A verdade é que seria um desperdício o mundo despedir-se de mim. Tanto potencial, tanta força, tanta alegria, tanto amor, tanta vontade de dar, de distribuir, de atribuir, de contribuir que continua por lapidar.
Pela vida, que tenho sorte em levar. Tenho a responsabilidade social de o aproveitar ao máximo. Eleva-lo ao limite. Como cidadão do mundo não tenho o direito de a desperdiçar. Não chega chorar nos cantos, metafóricamente falando. Há que ter atitude e acção. Molhar os sapatos e entrar em cena.
Por exemplo, vejo à minha frente um pai a empurrar o filho numa bicicleta no intuito de este aprender a andar. Mas enquanto o rebento não começar a pedalar, a bicicleta nunca andará por si só. O medo é grande pelo desconhecido, pelo imprevisível. Mas a recompensa por arriscar na vida poderá ser maior. O pai bem sabe, o filho bem poderá ficar a saber.
Por isso a minha vida ainda tem tanto para dar, não se vão ver livres de mim assim tão facilmente.
Estou cá para ficar;)
sábado, 6 de fevereiro de 2010
A carta do fim...
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Daniel aka DnlCY
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Felizmente para os outros
Estamos a chegar ao final de Agosto. Para muitos é o fim das "ferias grandes". Do típico português que vai com a família para o Algarve. Como por exemplo eu, mas sem família atrás:) É muita gente, é muita confusão, é só tugas e bifes. É tudo verdade. Mas tendo casa livre há que aproveitar. O vento aqui tão perto na praia do alvor é muito bom. Infelizmente não soprou tanto como o ano passado. Felizmente para outros:) Sim, boa praia para mim, é má para o comum dos mortais. Boa praia para eles, não tão boa para mim, já que o vento é um elemento essencial para a prática de windsurf:)
Mas num desses dias, em que me tornei como um "outro" qualquer, observei como é aproveitado um final de dia numa praia solarenga. O sol quase a dizer adeus. Não se identificava pessoas, só perfis à fraca luz do sol. Incógnitos para mim, personagens centrais numa imagem típica de postal.
Um casal de reformados sentados na areia a observar a juventude e a vida que lhes passa em redor. Sossegados no seu cantinho ninguém lhes chateia. Relaxam e pensam na vida. Era nessas altura que pagava para saber os seus pensamentos:) Não tinham propriamente um ar feliz. Problemas económicos? Pensavam na crise? Nas eleições que ai vêm? Problemas com o parceiro? Com o trabalho ou em casa? Pensavam no Sporting? Não sei e talvez nem nunca saberemos. Mas claramente naquele fim de tarde os seus pensamentos absorviam-lhes.
Numa dinâmica completamente diferente, jovens jogavam à bola ou às raquetes. Desportistas por natureza divertiam-se num estádio cheio de veraneantes. O ser humano foi criado para se mover. Os músculos contraem-se e relaxam-se. E é necessário exercita-los para ter a elasticidade nos momentos certos. É por isso que o exercício físico é essencial à vida humana, para uma vida saudável e bela. E estes jovens fazem-no com prazer.
Naturalmente, outro exercício muito praticado na praia são as caminhadas à beira da água. Inúmeras são as pessoas que fazem um belo passeio junto à arrebentação da maré. Até nas pequenas praias abrigadas pelas falésias existe quem ande de uma ponta à outra.
Depois existem aqueles estendidos na toalha a ressacar de um dia intenso de calor. Seja de barriga para cima ou para baixo. Para a esquerda ou para a direita. Qualquer ponto é uma infinita cama de areia.
Nesta altura do dia muitos são os que resistem na penumbra. Mas muitos outros também já se foram embora ou estão a ir.
Na imagem ainda se encontra quem simplesmente conversa com o vizinho do lado. Quem joga às cartas. E fundamentalmente quem ainda goza a "sopa de caldo verde", apesar do arrefecimento normal pela ausência directa do sol. Mas a temperatura da água do mar tem estado mesmo boa. Ainda não chega ao chá de Jeri, mas para os padrões europeus dá e sobra.
No fundo, nada de stress.
As férias foram calmas e relaxantes, essencialmente mental. Pois entre copos, poker, festas, pouco tempo sobra para dormir durante a noite. Durante o dia há praia e há sol. E vento de vez em quando;)
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Daniel aka DnlCY
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terça-feira, 5 de maio de 2009
Pré-Verão em Porto Covo
Já o ditado dizia: "Abril, águas mil". E não é que a chuva e o frio terminaram exactamente no dia 1 de maio. E ainda bem, pois permitiu termos um excelente tempo de verão num fim-de-semana prolongado:) Milhares rumaram a sul, à procura de um estágio de verão fora de época num Allgarve solarengo. Eu desta vez fiquei-me pela costa alentejana, mais concretamente Porto Covo. 
Excelente vila piscatória cheio de histórias para contar. Desde pessegueiros que não dão pêssegos, mas dão merda de gaivota. Ou "Oh lindas" que são barcos mas da beira mar não são.
Até nem faltou neste pré-verão as habituais filas de transito de regresso a casa, recheadas de acidentes e pára-arranca. Novidade só mesmo o facto da ponte da revolução estar milagrosamente tão desafogada, ao contrário do seu vizinho descobridor. Pessoal, cravos foram a semana passada e os planos de demolição já estão caducados. A radio Capital bem tinham razão na informação de trânsito, não tinha era muita audiência:)
Mas enganam-se aqueles que já pensam em trocar as camisolas pelos bikinis, pois a borboleta continua a bater as asas no outro lado do mundo. As nuvens e o vento frio devem voltar já no próximo fim de semana:S Esperemos que esteja enganado, pois next stop: Porto tripeiro. E não pode haver casamento sem fonte da vida.
Contudo ainda falta uma semana de árduo trabalho pela frente, por isso até lá gozem o quanto puderem pois só se vive uma vez.
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Daniel aka DnlCY
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domingo, 20 de julho de 2008
No Monte da Cegonha
Eu tento escrever com algum regularidade para dar sempre algo novo aos meus muitos, muitos fãs:D E com razão, esta semana queixaram-se que não andava a "pensar". Mas realmente o trabalho nestes últimos dias foram penosos. Eu que gosto de dormir as minhas 8 horas, por vezes nem conseguia estar tanto tempo em casa.
Mas não me vou queixar. Primeiro porque sei que há muita gente que pelos seus fazem mais e têm vidas mais complicadas. Por muito difícil possa ser a minha vida, eu sei que é muito melhor que a vida de muita gente. Não tenho reais razões para me queixar. Tenho é obrigação de não desperdiçar as oportunidades que tenho. E encontrar nestas dificuldades o incentivo positivo para tentar fazer melhor. Não me posso deixar ir a baixo por estas "pequenas" dificuldades. E arranjar a desculpa para esmorecer. Pelo contrário, é aqui que encontramos a força extra para fazer mais e melhor. Pois a recompensa é claramente enorme. A satisfação de dever cumprido é maior, quanto maiores forem as dificuldades.
Por isso, antes de me queixar, quero realçar a beleza que a vida nos dá e o que temos que aproveitar. Se as manhas e as noites estão a ser utilizadas para descansar. Gozo desta linda tarde de sol. Depois de uma manha de verão nublada e a assombrar este belo dia de domingo para escrever o que não consegui durante a semana.
Aproveito o excelente ambiente que se vive na quinta dos meus tios no alto Alentejo e escrevo o que me vai na alma. Inspirado pela bela natureza tranquila e esverdeada. Sempre na presença da minha numerosa família que agora rodeia a piscina na amena cavaqueira. E neste momento ladeado pelos cães que sem razão aparente começaram a ladrar em meu redor:D
Infelizmente o nosso dia a dia é longe deste sossego todo. Na sociedade que vivemos quase que somos obrigados a viver numa metrópole. É lá que se encontra o nosso pão do dia a dia. Mas também é lá que se encontra a poluição, o ruído, as multidões e confusões, o transito, o cinzento e o betão. Não é que seja tudo mau, mas claramente aqui está-se melhor:)
Nos últimos tempos tenho procurado casa para comprar. E tenho visto dentro da cidade. Óbvio que preferia comprar fora de Lisboa, eventualmente junto mar. Mas como faço grande parte da minha vida na cidade, isso obriga-me a pegar no automóvel e perder horas do meu precioso tempo. Todos se queixam da falta de tempo. Não temos mais que 24 horas diárias, temos é que saber como as aproveitamos. E prefiro viver na cidade e poder ir a pé para o emprego como faço actualmente. São 15/20 minutos que tenho aproveitado para fazer as minhas orações diárias. Não há minuto que se desperdiça;)
Por isso se não podemos fugir à vida citadina, há que valorizar estes momentos de convívio com a natureza. E não é preciso ir para fora para encontrar paisagens deslumbrantes ou praias paradisíacas. No nosso cantinho que é Portugal, natureza é o que não falta. O que falta é arranjar um espaço do nosso tempo para aproveitar um ir lá para fora cá dentro.
A paisagem neste meu cantinho é lindo, montes alentejanos ao longe, árvores, plantas e relva em todo o lado. Família unida, tios à sombra da churrasqueira, primos e irmãos dentro e fora da piscina. E um sol maravilhoso.
Neste momento não há preocupações, só há o simples gozo do bom que a vida nos dá.
Por isso deixo os meus pensamentos para o próximo dia e volto para o convívio da família. O centro da nossa felicidade e o fundamental da vida.
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Daniel aka DnlCY
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sábado, 28 de junho de 2008
A luz virgem do sol
No outro dia disse que um dos momentos do dia que melhor encontro o meu zen para escrever é pela noite dentro. O outro momento mágico é logo pela manha ao nascer do sol. Quando o calor ainda não aperta, ouve-se os pássaros a cantar e sente-se uma brisa de ar limpo.
Um dos momentos mais calmos do dia e o silêncio impera, quando ainda muita gente dorme.
Acordar cedo para ser tocado pela luz virgem do sol. As ideias fervilham, os pensamentos passam. Os problemas ainda dormem.
Adoro acordar cedo. Exercito os músculos, torço os ossos e articulações. Estico ao máximo e contraio o mínimo. Damos o impulso e a força para começar um excelente dia. Um começar cheio de energia. É verdade que quando fazemos exercício de manhã, ganhamos uma força extra para o resto do dia. Ganhamos dinamismo. E encaramos os nossos problemas com outro espírito.
Neste momento, andar de bicicleta por essa Lisboa fora é a minha eleição. Apreciar as ruas vazias. Comerciantes a abrirem as lojas. O silêncio calmo de uma cidade a despertar.
Acordar cedo é aproveitar bem o dia. Aquele dia que é sol e não é noite. Eu não gosto de acordar tarde. Acordar ao meio-dia, pelo sua própria definição é acordar a meio do dia, é "perder" metade do dia. Cada vez mais as pessoas se queixam da falta de tempo que têm. O que falta mesmo é organização e aplicar devidamente o nosso tempo da melhor maneira. Com isto não digo que não se deve dormir, pois é o recarregar de baterias. Mas considero que dormir mais leva-nos a ter ainda mais sono. A bateria fica viciada:) Pior ainda se fizermos rolha na cama, preguiça é pecado:)
De um ponto de vista diferente: depois de uma noitada, seja ela a estudar/trabalhar ou seja a divertir/curtir. Gosto da sensação de apreciar o desaparecer da escuridão e observar o aclarar do céu azul. É o renascer para um novo dia, a esperança. A escuridão e tristeza de ontem já é passado, agora o que interessa é o futuro, brilhante e radioso como o sol:) Então se a noite passada correu bem, melhor ainda, dá um impulso positivo para o novo dia que ai vem.
Hoje até acordei antes do sol nascer. Ainda estava frio, mas refrescante. O céu limpo antevê um óptimo dia de praia. Infelizmente para mim hoje não é dia de praia. Não deixa de ser sábado como para toda a gente, mas é dia de trabalho. E por si só, o acordar custa mais sabendo o que nos espera:( Nestes últimos dias o acordar também tem sido mais penoso que o habitual. Esta semana estivemos em testes interactivos com o sistema central e outros países europeus. Portugal entrou em acção nos dois últimos dias:) O problema é que Bruxelas acorda uma hora mais cedo:P O normal torna-se cedo. Estamos no lado errado da cauda da Europa:( Mas as adversidades só nos tornam mais fortes. E seguindo o mesmo nível de sempre, o nosso desempenho é o esperado. Cumprimos com todos os objectivos. Quanto aos outros...bem, eles lá sabem de si:)
Enfim,o sol já la vai. E antes do trabalho a minha vuelta de Lisboa matinal espera-me:) Como já é habitual, hora e tal a escrever e a disparatar. Mas desta vez na companhia da luz virgem do sol:)
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Daniel aka DnlCY
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
22/02/82 - Um dia diferente
Há 26 anos atrás nascia na Cruz vermelha uma bela rapariga que se chamaria Sara, a minha irmã gémea:D
Pois é, hoje foi um dia especial. E por isso, decidi fazer dele um dia diferente. A começar com a marcação de um dia de folga do trabalho.
O Sol até nasceu radiante, mas ao contrário do que se possa imaginar, não era o meu desejo. Não é que eu não goste de dias sol, pelo contrário. Mas no inverno o vento e sol não costumam combinar. No inicio da semana dava previsão de nuvens/chuva com vento. Hoje esteve sol mas sem vento. Tudo isto porque com vento planeava fazer windsurf neste dia de folga, fugindo à limitação de só poder fazer aos fins de semana. Mas o tempo mais uma vez não quis nada comigo e deu-me as voltas:( Deu sol e calor.
Enfim, não deu para fazer windsurf, mas não foi devido a uma contrariedade que deixei de gozar um grande dia. E é assim que tem que ser, pensar positivo. Não posso fazer o plano A, reorganizo e penso num plano B.
E desse plano há que destacar um grande acontecimento, positivo ou negativo depende do ponto de vista. Hoje de manha fui à loja do cidadão registar o "meu" Polo como o meu Polo. O contracto de leasing acabou e fui passar o seu registo para o meu nome. É positivo pois fico com um carro mesmo meu, mas poderá ser negativo, pois também poderei a passar a ter gastos que não tinha antes, como por exemplo o seguro:P, por enquanto é via verde, gasolina e imposto. A ver vamos como é com o resto.
Mas o plano principal deste dia, seria torna-lo mesmo diferente de um dia normal. A começar por não ter que trabalhar. Não passei o dia em frente de um pc, o que acabou por se notar no facto de não aceder ao gtalk durante o dia de trabalho:) Ainda fui com o meu pai à Parede, com um excelente Sol junto à marginal. Y por la tarde, fui a pé ao banco e ao oculista tratar de coisas pendentes. Acertei os pormenores para o jantar de amanha. Ajudei uma das associações de apoio à trissomia 21. E ainda tive tempo de ir ao continente fazer umas compras. Onde aconteceu o insólito, quando estava prestes a dirigir-me às caixas com um carrinho pesado, lembrei-me que hoje fui um daqueles raros dias de não "porco capitalista". E que o meu destino seria voltar a casa a pé com as compras nas mãos:P Ainda repensei nos produtos que levei, mas o peso continuou. Enfim, foram uns 20 minutos a pé com os braços doridos e cansados. Deu tempo para pensar naqueles que realmente não têm possibilidade de ter um carro e que todas as vezes que têm que ir às compras, o fazem a pé. E muito provavelmente têm necessidades não só para si, mas para uma família inteira.
É por isto e por outras, que é ponto assente que eu nunca me queixarei da vida que tenho, por muito mau que possa parecer na altura, há sempre quem esteja pior. Não tenho a melhor vida, mas só tenho a agradecer a Deus por tudo o que tenho. E por isso foi com agrado que fiz o sacrifício de voltar a casa com uns sacos a mais nas mãos:)
Para finalizar o dia, jantar com pais e irmãos cá em casa. Limpeza da casa e cozinhar o próprio jantar:) Eu e a minha mãe estivemos a cozinhar massa chinesa com gambas. No final ainda fiz um pudim de leite. Para quem não sabe, é costume na cultura chinesa servir massa em dias de festas, como por exemplo em aniversários e ano novo. Pois a massa tem um significado de longevidade.
Foi de veras um dia diferente. Acabo o dia estafado. Assim vale a pena.
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Daniel aka DnlCY
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