Antes de mais devo um pedido de desculpa para quem leu o meu último post e não tenha achado piada nenhuma:) Mas tranquilos, eu estou aqui para viver a vida:D
É por isso que este fim-de-semana estou em Trás-os-Montes. Tal como o ano passado, na época do Carnaval, a festejar com os Caretos de Podence:)
E se a semana passada estava ao nível do rio com um excelente sol e uma refrescante brisa marítima. Agora estou ao nível das nuvens, algures perdido numa serra com temperaturas negativas e um vento de gelar. Só não está a nevar porque não há humidade para tal, mas mesmo assim encontra-se pequenos bocados de neve em meu redor:) Mais uma vez, um ambiente super calmo e tranquilo. Natureza pura e deslumbrante. Uma vista de regalar os olhos.
Incrível a natureza que o nosso país nos dá. Não é preciso ir para fora. Não é preciso pagar milhões. Numa viagem pelo país rural podemos encontrar coisas simples que podem ter um grande significado cultural e humano. Não precisamos de complicar a vida. Basta apreciar as pequenas coisas. Um sorriso, um olhar, uma expressão. A tranquilidade de uma aldeia rural.
A beleza da natureza em vales, montes ou serras. Aqui podemos fechar os olhos e esquecer os problemas por uns momentos. Nada nos perturba. Nada nos chateia.
Depois, apesar do frio de rachar, o calor humano de um povo simples e honesto. A facilidade com que se troca conhecimento com desconhecidos. Toda a gente se conhece, toda gente se vê. A origem de todos nós é longínquo, mas todos temos em comum o prazer pela vida e pela descoberta de coisas novas. Podemos vir todos de culturas, de hábitos, de costumes, de vivências, de visões diferentes, mas no fundo todos pretendemos o mesmo: Felicidade.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
A tocar o céu.
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Daniel aka DnlCY
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15:23:00
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
A carta do fim...
"Numa manha de nevoeiro. Junto ao rio Tejo apinhado de veleiros que se escondem na neblina. Entre o padrão dos descobrimentos e a torre de Belém. Onde simples transeuntes, simples desportista de jogging ou simples ciclistas, famílias e casais, apreciam o simples bater suave do sol com uma refrescante brisa marítima. Seja em português ou espanhol ou inglês ou chinês, o prazer e a felicidade é universal.
Ao som de I Don't Believe You (Pink), os problemas desvanecem-se quando ainda apreciamos os poucos prazeres da vida. Para mim os últimos momentos. Ignorado pelo mundo, invisível para quem passa. Aqui ponho termo à minha vida...
O nevoeiro que me cubra. O sol que me queime. A brisa que me leve.
Este mundo não estava preparado para mim."
Acho que se eu levasse o suicídio a sério, esta seria a base da minha última carta. Mas acreditem que não levo:) Devo até confessar que a escrevi mais por gozo e piada:D Que idiota. LOL.
Mesmo tendo em conta tudo o que se passa na minha vida. Por pior que possa pensar. Por mais exigente que possa ser. Por mais crítico que seja. A verdade é que seria um desperdício o mundo despedir-se de mim. Tanto potencial, tanta força, tanta alegria, tanto amor, tanta vontade de dar, de distribuir, de atribuir, de contribuir que continua por lapidar.
Pela vida, que tenho sorte em levar. Tenho a responsabilidade social de o aproveitar ao máximo. Eleva-lo ao limite. Como cidadão do mundo não tenho o direito de a desperdiçar. Não chega chorar nos cantos, metafóricamente falando. Há que ter atitude e acção. Molhar os sapatos e entrar em cena.
Por exemplo, vejo à minha frente um pai a empurrar o filho numa bicicleta no intuito de este aprender a andar. Mas enquanto o rebento não começar a pedalar, a bicicleta nunca andará por si só. O medo é grande pelo desconhecido, pelo imprevisível. Mas a recompensa por arriscar na vida poderá ser maior. O pai bem sabe, o filho bem poderá ficar a saber.
Por isso a minha vida ainda tem tanto para dar, não se vão ver livres de mim assim tão facilmente.
Estou cá para ficar;)
Autor
Daniel aka DnlCY
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Ave rara à solta
Serei demasiado bom? Serei demasiado sincero e verdadeiro? Serei demasiado bom rapaz e samaritano? Serei demasiado perfeccionista? Serei demasiado esforçado? Serei demasiado dedicado? Serei demasiado?
Porque sou único?
Haverá cara metade de mim? Serei assim tão especial e tão diferente do ser comum? Terei uma visão tão deturpada em relação aos meus pares? Serei uma anomalia da natureza?
Talvez.
A verdade é que por vezes não me consigo rever e encaixar nesta sociedade estranha. Conflituosa e perturbada. Egoísta e individualista. Materialista e monetária.
Talvez sejam só aqueles que eu quero ver. Talvez seja a minha visão viciada e influenciada. Talvez porque simplesmente eu procuro o que não existe. Exijo o impossível. Sonho com o imaginável.
Um mundo de bem. Um mundo querido. Um mundo feliz. Um mundo saudável e sustentável.
Eu sinto-me único. Ave rara em via de extinção que só pretende o bem para toda a gente. Com um modo de ver as coisas e de pensar cada situação de uma maneira diferente.
Mas no fundo, todos nós somos únicos. Alguns mais do que outros, num ou noutro sentido.
Ser e haver diferenças é positivo. Não somos monótonos. Não somos cinzentos sem graça. Variedade é bom em qualquer lado e em qualquer situação. Devemos variar no que comemos. Devemos variar no que falamos. Devemos variar nos caminhos que tomamos. Devemos variar no modo de olhar. Devemos ser.
Autor
Daniel aka DnlCY
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00:33:00
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
O show da vida.
Há quem passa por isso diariamente, mas como simples mortal só posso imaginar.
Como seria namorar uma pessoa famosa? Alguém da praça publica que toda a gente conhece. Que não passa despercebido aos olhos de um transeunte.
Nada melhor do que dar um exemplo para dar uma visão mais realista. Por exemplo, se eu namorasse...hummmm...deixa cá ver...talvez a Vanessa Oliveira:D Rapariga bonita e simpática. Sim, será um bom exemplo:)
Imaginando que namorava a Vanessa, será que deixava de poder deambular à vontade num centro comercial? ou simplesmente no passeio da rua? Poderíamos almoçar ou jantar em qualquer lado? E ir à praia com ela? Talvez sentiríamos os olhos de estranhos a seguirem-nos. Eventualmente seriamos abordados por fãs. Certamente teríamos cuidado nas acções que tomássemos. Pois apesar de sermos todos pessoas de forma igual. Um passo em falso da nossa parte teria um impacto certamente diferente do que de um simples incógnito.
Depois, sendo a Vanessa alguém de adoração. Seria normal encontrar a sua imagem espelhada em outdoors, em revistas ou na televisão. Inclusive em imagens de fundo de computadores ou de telemóveis. Desde que a figura seja tratada com respeito, não vejo essa exposição como negativa, antes pelo contrário. Será símbolo de que há gente que gosta daquilo que ela representa. Mas claro que não deixa de ser constrangedor encontrares no pc de uma amigo a imagem da tua namorada. É que o ser humano é fraco e haverá sempre espaço para comentários.
Mas mesmo em conversas de café, o nome dela facilmente pode vir à tona. Seja na nossa mesa, como na mesa do lado. A curiosidade e fascínio por alguém conhecido será sempre maior. E então saber como será o resto do elenco do Fama Show e de outras personalidades? Pois conhecendo um, conhece-se logo dois ou três. Talvez eu próprio me tornaria um deles:)
Aliás, vendo bem, o meu próprio post é símbolo disto tudo. Alguém sortudo namora a Vanessa, e eu escrevo sobre a namorada desse alguém.
Por isso, certamente não será fácil lidar com tanta exposição. Com a perda de privacidade. Mas penso que no fundo, será tudo uma questão de hábito. Somos animais de hábitos. Nós humanos, habituamos-nos a rejeitar logo tudo aquilo que não conhecemos, aquilo que nos é estranho, aquilo que não nos é comum. Temos medo do desconhecido, do que está fora da nossa área de conforto. O que está mal.
Limitamos o nosso crescimento. O modo como observamos o mundo e absorvemos o seu conhecimento.
Autor
Daniel aka DnlCY
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Meaning of life
Depois da tempestade vem a bonança. O velho ditado lança nos um repto de esperança. Quando batemos no fundo não haverá outro caminho a tomar que não o de subir.
Já me disseram que eu tenho uma visão sombria sobre o sentido da vida cá na Terra. Nada a ver com o filme cómico dos Monty Python. Mas como tudo vida, tudo depende do ponto de vista de observação. Não sei, digam-me vocês.
Basicamente, afirmando francamente e friamente, nós estamos cá nesta vida humana para sofrer.
Agora o porquê e o modo de interpretar tais palavras.
Quando é que sentes mais falta de alguma coisa? Quando não a tens. Tão simples quanto isso.
Eu acredito que depois desta vida podemos atingir a felicidade eterna no céu. Mas para isso é necessário saber valorizar a felicidade. Como é que a da-mos valor? Quando não a temos. Ou seja, quando estamos em baixo, quando estamos a passar por um mau bocado, quando somos infelizes. Só assim sentimos falta da felicidade e a da-mos valor. É o abc da economia, quanto maior for a procura, maior será o seu valor.
Agora a questão será: o que nos faz feliz? Do que é que necessitamos e não temos? Tal como os gostos, que não se discutem, o que nos trás felicidade difere de pessoa para pessoa. Depende das nossas necessidades, das nossas ambições, das nossas expectativas, dos nossos sonhos, dos nossos limites. E onde o limite social toma peça essencial. Não é difícil de imaginar que as ambições de quem nasce numa sociedade ocidental é diferente para quem nasce num país africano subnutrido.
Já o disse noutras ocasiões, mas no meu caso essencialmente o que me faz feliz é ver o próximo feliz. Só esse simples facto já me deixa satisfeito.
Não quero com isto dizer que devemos procurar ser infelizes e desistir. Antes pelo contrário. Até porque não sentimos falta de uma coisa pela ausência da mesma, mas porque a queremos não a conseguimos ter.
Para além disso, é nos piores momentos que mais exigimos de nós próprios, e onde podemos crescer mais. É na batalha contra o mal que se forjam os grandes homens. Não evoluímos se ficarmos sentados debaixo da bananeira. Se tivermos tudo oferecido numa bandeja não aprendemos. Temos que ir a baixo e aprender a subir.
Ir ao fundo. Ao bater no fundo podemos imaginar que estamos na raiz, a descobrir os conceitos básicos da vida para reconstruir um futuro melhor. Olhamos de baixo para cima e traçamos metas sobre uma visão global e completa. Pois do chão só podemos olhar para cima. Mas se subirmos uns degraus, passamos a ter duas visões, para cima ou para baixo. E nunca conseguiremos observar para onde vamos, se para cima ou para baixo, simultaneamente. Por isso, ao bater no fundo, dá-nos a oportunidade única de repensar e analisar correctamente o futuro onde o céu é o limite. A felicidade eterna.
Faz praticamente uma semana que a terra tremeu sobre o pobre povo do Haiti. Não pára de passar na televisão notícias de sofrimento e de tristeza. Sem água, sem comida, sem as condições mínimas de vida. Feridos amontoam-se nos hospitais improvisados.
Mas por outro lado é nestes ambientes que encontramos o altruísmo extremo. Gente que abdica da sua rotina diária para salvar e ajudar aqueles que mais precisam. Sejam por ócios do ofício ou por vontade própria de um voluntário. O prazer de ajudar sem pedir nada em troca. Basta ver um sorriso genuíno de felicidade de outra pessoa.
Autor
Daniel aka DnlCY
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