domingo, 10 de maio de 2009

Trio d'Ataque: O casamento.

Hoje chove em todo o país. Mas ontem enquanto chovia em Lisboa, no Porto encomendava-se sol. O protocolo assim o exigia.
Quem? Gente bonita vestida a condizer.
Onde? N41,22045º W8.61261º
Quando? 9 de Maio de 2009
Porquê? Casamento de gente importante.

Um casamento dura tipicamente entre 8 a 10 horas. Durante essas horas muita coisa acontece. Mas muita coisa acontece antes e depois deste particular período das nossas vidas.
Antes, há toda uma preocupação de se organizar as 8 a 10 horas perfeitas. Escolhe-se local da celebração do matrimónio, seja ele religioso ou não. Visita-se quintas e experimenta-se ementas. Escolhe-se convidados e convidadas. Prepara-se convites e road-book. Arranja-se fatos e gravatas. Faz-se a manicure e pedicure.
No depois, espera-se uma vida a dois que se poderá tornar a 3. Ou a 4, ou a 5. Se forem gémeos saltamos 1 ou mais números:)
Nas horas que contam ser perfeitas, como tudo na vida nem tudo corre como planeado.
Gente que se perde no caminho, gente a mais, gente a menos. Comida a mais, comida a menos. Horários encurtados ou alargados. Uma das coisas mais difíceis de planear num casamento é mesmo a organização das mesas. Infelizmente não é praticável encaixar toda gente na mesma mesa, e por isso é necessário dividir para conquistar. Mas infelizmente é impossível agradar a gregos e troianos. E no final há sempre alguém que sai frustrado.
Mas o que nos torna únicos é mesmo a maneira como sabemos lidar com os imprevistos. Com o que não sonhamos nem planeamos. Nada corre como idealizamos, seja para bem ou para mal. É preciso é saber encarar obstáculos com optimismo. Pois se nos "portamos bem" as coisas hão de correr pelo melhor.
Mas independentemente do planeado, nada ou quase nada impede que haja sorrisos tridentes perante cameras cintilantes. Passos de dança com jeito ou menos jeito. Passeios e beijos ao luar. Palavras e conversas trocadas. E comida para alimentar um batalhão inteiro. Desde cocktail, aperitivos, entradas, prato de peixe, prato de carne, sobremesa, bolos, fruta, mesa de queijos e uma ceia de tudo um pouco. Claro está, tudo regado por vinho branco ou tinto, água ou sumos, inhas ou oscares, no fundo tudo o que o bar servir.
No fundo não há preço para testemunhar a felicidade de dois pombinhos e sus muchachos y muchachas de la vida numa ocasião tão especial.

Parabéns ao novo casal Maria Eugénia "Geninha" e Rui... Miguel. Quem?!
Será que fui ao casamento errado? Ou foi efeito Queima da noite anterior? que o digam os muchachos do gurosan :D
Mas claro que sei quem são.
Desde que um lisboeta e uma tripeira se conheceram durante a geração mIRC. Desde que um trio que afinal era quarteto se atreveu a conhecer uns quantos alfacinhas.
Volvidos vários anos de histórias para contar (curiosamente uma delas está presente neste blog desde o primeiro dia), finalmente há casamento.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Pré-Verão em Porto Covo

Já o ditado dizia: "Abril, águas mil". E não é que a chuva e o frio terminaram exactamente no dia 1 de maio. E ainda bem, pois permitiu termos um excelente tempo de verão num fim-de-semana prolongado:) Milhares rumaram a sul, à procura de um estágio de verão fora de época num Allgarve solarengo. Eu desta vez fiquei-me pela costa alentejana, mais concretamente Porto Covo.


Excelente vila piscatória cheio de histórias para contar. Desde pessegueiros que não dão pêssegos, mas dão merda de gaivota. Ou "Oh lindas" que são barcos mas da beira mar não são.
Até nem faltou neste pré-verão as habituais filas de transito de regresso a casa, recheadas de acidentes e pára-arranca. Novidade só mesmo o facto da ponte da revolução estar milagrosamente tão desafogada, ao contrário do seu vizinho descobridor. Pessoal, cravos foram a semana passada e os planos de demolição já estão caducados. A radio Capital bem tinham razão na informação de trânsito, não tinha era muita audiência:)

Mas enganam-se aqueles que já pensam em trocar as camisolas pelos bikinis, pois a borboleta continua a bater as asas no outro lado do mundo. As nuvens e o vento frio devem voltar já no próximo fim de semana:S Esperemos que esteja enganado, pois next stop: Porto tripeiro. E não pode haver casamento sem fonte da vida.
Contudo ainda falta uma semana de árduo trabalho pela frente, por isso até lá gozem o quanto puderem pois só se vive uma vez.

sábado, 25 de abril de 2009

Querido, mudei a casa!

Acabei de ver um episódio do programa Querido, mudei a casa!.
E é incrível a felicidade e influência que um simples programa pode provocar numa vida. Basta dois dias cheios de vontade e mãos à obra. Não é só ganhar dinheiro, é o transformar do nosso lar, do nosso refugio diário. Dar um novo ar positivo ao nosso recanto do dia a dia.
Naturalmente que no final os agradecimentos para o querido multiplicam-se.
Mas não faria sentido agradecer também a mim e a todos os outros espectadores do programa?
Se não vejamos. Porque é que quem ganha uma casa nova não precisa de gastar um tostão? porque o programa e todos os parceiros suportam os custos.
Pura solidariedade? Um pouco, talvez. Pura, duvido. É que o programa é uma autêntica montra publicitária. Desde vendedores/distribuidores a fazer apresentações in loco dos seus produtos, até ao catalogo que é apresentado no final do programa que etiqueta tudo e mais alguma coisa. Só falta mesmo indicar o preço.
Mas para que esta montra seja produtiva é necessário haver publico. Eu e todos os outros espectadores:)

Não interpretem estas palavras como criticas ao programa, antes pelo contrário. Como referi no início, o programa é uma influência positiva. Naturalmente para quem é ajudado. Para quem ajuda, pois é uma enorme felicidade poder ajudar alguém. Para quem produz e patrocina o programa, pois este já dura há vários anos e se não tivesse lucro duvido que continuasse durante tanto tempo. E a todos nós espectadores que temos a oportunidade de aprender a reciclar moveis, fazer trabalhos de construção e reparação numa casa, absorvemos ideias de design e decoração.

Dois dias de mão-de-obra, mais uns quantos de produção e edição. Mais uma hora por espectador. Resultado: mudança para uma vida inteira.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Disparatar às tantas da manhã

Hoje tenho voo marcado para Barcelona para um daqueles fim-de-semana inesquecíveis:)
O problema é que o sol está quase a nascer e eu ainda estou acordado a resolver problemas de Java Heap Space, NullpointerExceptions, "cannot insert null" em campos obrigatórios da BD. E a aborrecer-me por não dar nada de jeito na televisão enquanto espero por release-local-code, por compilações, deploys, drops all e criação de tabelas, pelo arranque da base de dados ou do servidor.
A quantidade de tempo que uma pessoa perde em fazer nada. As máquinas e as tecnologias são cada vez mais avançadas, cada vez mais rápidas. Mas a exigência também é cada vez maior.
Que bom seria a idade da pedra. Poder passar o dia à volta da fogueira de papo para o ar:) Ou ser um gato ;)
A tecnologia é bom. Vem ajudar os preguiçosos e comodistas. Permite-nos chegar à lua e ao além. Descobrir doenças que toda a gente ignorava. Dá dor de cabeças a aqueles que nada pescam de computadores e aos que pescam mas que já estão fartos dos erros, das más implementações, das falhas, dos bluescreens. Mas curiosamente ainda não estamos na era do Terminator e por isso a tecnologia continua a ser um reflexo da imagem humana. Logo estas imperfeições só vêm demonstrar o quão imperfeitos somos. Ninguém é perfeito. O melhor que podemos fazer é tentar minimizar os nossos erros.
Como por exemplo, não fazer commits de código e esquecer-se de adicionar os novos ficheiros criados. Pois isso implica que toda a gente [neste caso EU] que fizer update deixa de conseguir compilar o código. E se não compilamos o código, não podemos testar o nosso trabalho. E ficamos parados até percebermos o que está a falhar. Depois lá tem que vir o martelo, pois o que dá mesmo vontade é partir tudo e seguir para outra.
Desta só para melhor? não. Desta para maluco. Mais do que já sou:)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Se a nossa vida fosse um jogo de computador.

Para começar, podíamos escolher o tipo de vida que gostaríamos de levar. Ser um gangster ou mercenário. Ser multimilionário ou simplesmente o puto ao virar da esquina. Podíamos ser inclusivamente um carro ou um gato. Ser um gato tem o seu quê de curioso. Um gato tem sete vidas. Um gato cai sempre de pé. Um gato tem uma personalidade própria. Um gato tem garras e é astuto. Acho que se pudesse ser um animal, seria um gato.
Mas um jogo de computador tem muito mais do que escolher uma personagem.
Imaginem ter força ou energia infinita, na distância de um click podemos recarregar. Por exemplo o fim-de-semana passado foi surpreendente ventoso. Coisa rara em Portugal haver um fim-de-semana com tanto vento. Naturalmente tive que aproveitar para dar uso ao meu material de windsurf:) Mas como há já algum tempo que não faço e as condições estiveram tão adversas que sábado à noite já estava de rastos. Que bem vinha a calhar um Energy Pack da mafia:) Mesmo no domingo ao chegar à Lagoa de Óbidos, o frio e a moleza era tal que a ideia de só desfrutar do sol no abrigo do carro chegou a ser mencionada. Mas ainda bem que assim não aconteceu. Resultado: excelente dia de windsurf com 3,7 de vela. Para terem uma ideia, acho que foi a primeira vez que andei com uma vela tão pequena:D
Outra vantagem de um jogo de computador seria que poderia praticar front-loops sem o perigo que me partir todo. Ou entrar à maluca e matar todos os monstros sem sofrer consequências. Correr sem me cansar.
E então a maravilha do save and load? Poder gravar e poder voltar a trás. Is time travelling. Tentativas infinitas. Falhei um penalti? não há problema, voltamos atrás e tentamos de novo. Parti um copo? voltamos atrás e tenho mais cuidado. Comi chocolate a mais? voltamos atrás e emagreço uns quilos.
Seria um mundo sem responsabilidades, sem consequências reais. Porque no fim, desligo o computador e vou dormir.